O presidente da república Jair Bolsonaro escolheu o secretário de Educação do Paraná e ex-executivo, Renato Feder, para ser o novo ministro da Educação. A informação foi confirmada por fontes ao Estadão. Feder havia se reunido com o PR antes da escolha de Carlos Alberto Decotelli, que pediu demissão depois de denúncias sobre incoerências em seu currículo. A expectativa é que o anúncio seja feito ainda nesta sexta-feira (3).
Na semana passada, Bolsonaro havia ligado para Feder para agradecer, mas teria preferido alguém mais velho, segundo informações. Decotelli tem 70 anos e Feder, 42. Feder vai substituir Abraham Weintraub.
O presidente havia preterido Feder, segundo fontes, por sua relação com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O empresário doou R$ 120 mil à campanha do tucano para prefeito. Feder é secretário de Educação no Paraná e chegou a trabalhar na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.
No Paraná, seus contatos com empresários e terceiro setor fizeram com que fosse indicado a Ratinho Junior (PSD) para o cargo, no ano passado. Durante a pandemia, o Estado é um dos que tem se destacado por ter criado rapidamente um sistema de educação a distância bem estruturado com aulas online.
Currículo
O atual secretário estadual de Educação é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi professor da Educação de Jovens e Adultos de matemática por dez anos, além de ter sido diretor de escola por oito anos. Aos 24 anos, em 2003, assumiu a Multilaser, do ramo de tecnologia, que se tornou bilionária. Ele deixou o cargo de CEO da empresa para assumir a secretaria do Paraná.
Com informações do Estadão


