sexta-feira, 18 setembro 2026
UMUARAMA/PR

MP ajuíza ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Moreira Sales

MP ajuíza ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Moreira Sales

Segundo o Ministério Público, o ex-prefeito contratou empresa sem licitação.

O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Goioerê, no Centro Ocidental do estado, ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito da gestão 2017-2020, um servidor público municipal, uma empresa e seu proprietário. O motivo é a contratação sem licitação de uma empresa para trabalhar na ExpoSales, feira realizada anualmente na cidade.

Conforme apurou o MPPR, a contratação direta da empresa teria sido simulada a partir de uma parceria – irregular – feita supostamente para favorecer um lar de idosos. Em vez de promover processo licitatório para contratar a empresa que faria a promoção e gestão da exposição, o Município teria firmado uma parceria com o lar para que parte dos bens e valores arrecadados na feira fossem destinados à instituição. Além da impossibilidade legal de fazer a parceria (pois o lar não tem as características necessárias exigidas na legislação para isso), a parceria teria sido simulada para que fosse contratada diretamente uma empresa determinada para explorar o evento.

Foi aberto inquérito civil para verificar as possíveis irregularidades a partir de representação de quatro vereadores, indicando que teria havido uma “terceirização” ilegal de parte da organização do evento para o lar de idosos, “sob pretexto de uma ação beneficente em favor da entidade, quando, em verdade, a celebração do plano de trabalho com a entidade se consubstanciava em estratagema destinado a direcionar a contratação da empresa”, contratada irregularmente para “exploração econômica da venda de espaços, stands comerciais, parque de diversão, estacionamento e praças de alimentação do evento”.

A instituição de atendimento aos idosos teria sido utilizada como intermediária na contratação irregular, que gerou prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 25.200,00.

Na ação, o MPPR pede a condenação dos requeridos às sanções previstas na Lei de Improbidade, como ressarcimento integral do dano causado ao erário, pagamento de multa e suspensão dos direitos políticos.

Processo número 0000468-16.2022.8.16.0084.



Participe do grupo de WhatsApp e receba todas as notícias em primeira mão. Clique aqui






Mais lidas

Perseguição termina com policial militar morto após ataque a tiros de fuzil

Um policial militar morreu na noite desta terça-feira (30) após ser baleado durante uma perseguição...

Salva-vidas de rodeio acusado de esfaquear Bananinha é localizado, levado à 7ª SDP e liberado

O salva-vidas de rodeio Wellington Silva, conhecido como Neguin, de 28 anos, foi localizado durante...

Salva-vidas de rodeio é preso após esfaqueamento de palhaço por causa de chapéu em Icaraíma

Um salva-vidas de rodeio de 28 anos foi preso durante a madrugada de hoje (sexta-feira,...

Casal abastece o carro, engana funcionários e foge de posto de combustível em Umuarama

Um casal é suspeito de aplicar um golpe em um posto de combustível na Zona...

Notícias Relacionadas