
Policiais Civis do Paraná passam nesta semana por capacitação ministrada por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA. Participaram policiais civis lotados na Agência de Inteligência de todo o Estado, no Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos (Nuciber), no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de crimes (Nucria), além de peritos do Instituto de Criminalística e policiais civis convidados dos estados do Rio de Janeiro, Piauí e Santa Catarina.
O novo método de trabalho está sendo usado por policiais no mundo todo para auxiliar na identificação de pessoas e grupos interessados em pornografia infantil. “Essa é uma oportunidade de compartilhar experiências e de efetuar prisões, de forma mais eficaz, daqueles que são uma ameaça às sementes do futuro”, disse o adido adjunto da Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA, Hector Martir, destacando a importância do trabalho conjunto e do intercâmbio de informações entre as diferentes forças policiais.
PROJETO
A capacitação aos policiais brasileiros está sendo implementada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, em parceria com a Embaixada dos EUA no Brasil, com o objetivo de proporcionar aos policiais civis conhecimentos específicos para subsidiar investigações voltadas para o enfrentamento da exploração sexual infantil.
“Temos buscado estimular eventos que permitam a troca de experiências entre as polícias dos estados brasileiros e, em alguns assuntos específicos, agências internacionais também, como no presente curso, que foca em um crime gravíssimo”, afirmou o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita.
Ele destacou a oportunidade para troca de experiências entre os profissionais, além do compartilhamento do banco de dados. “É uma grande oportunidade para ganhos efetivos operacionais para todas as instituições envolvidas em prol da sociedade”, acrescentou.
O diretor da Escola Superior de Polícia Civil, Rogério Antonio Lopes, ressaltou que os crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes estão entre os mais graves previstos no Código Penal e há necessidade de aperfeiçoamento constante dos profissionais para combater essa prática e os responsáveis por ela. “Isso traz um prejuízo muito grande para a sociedade, para as famílias especialmente, e para a pessoa que está em formação. A Polícia Civil tem que estar capacitada à altura para dar uma resposta efetiva e imediata à comunidade paranaense. Então, a partir dessa visão, eu creio que esse curso é de fundamental importância”, avaliou.
Participaram da cerimônia de abertura do curso de capacitação o delegado-titular da Agência de Inteligência da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach; a representante da Senasp, Marta Alves de Souza; o delegado-titular do Nuciber, Demétrius Gonzaga de Oliveira; a delegada do Nucria de Londrina, Lívia Graziela Pini; o chefe da Computação Forense do Instituto de Criminalística do Paraná, Luiz Antônio Grochocki; e o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol), Cláudio Marques.



