
A Polícia Civil já instaurou inquérito para apurar como explosivos entraram dentro da cadeia pública de Umuarama. Na noite de domingo (18), uma explosão em uma das paredes da Galeria A deixou um buraco com cerca de um metro de diâmetro, que seria usado para a fuga de presos.
Um procedimento administrativo junto ao Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) também foi instaurado. Ontem ainda estava previsto a transferência de presos para o sistema prisional para os reparos na parede danificada.
Dois chegaram a ser detidos já no pátio da delegacia por policiais de plantão. Equipes da Rotam da Polícia Militar foram acionados para realizar a segurança e também uma revista nas celas. A contagem dos detidos revelou que apesar do barulho, nenhum dos presos conseguiu fugir. No momento da explosão 125 presos estavam na Galeria A. Nenhum ficou ferido.
Segundo o Depen, órgão ligado a Secretaria de Estado da Segurança Pública, informou por meio da assessoria de imprensa que “o local foi isolado e uma perícia será realizada por uma equipe especializada que vem de Curitiba para identificar o tipo de material utilizado na explosão”.
A explosão causou danos principalmente no prédio do Instituto Médico Legal (IML) que fica em anexo a estrutura da cadeia. Uma placa de aço da parede arrebentou a porta de vidro do órgão e foi parar a mais de sete metros do local da explosão.
Estilhaços de vidro e concreto além de quebrarem janelas e portas também danificaram o refrigerador usado para a conservação de corpos. Ninguém estava no local no momento da explosão.
Ontem os funcionários do IML limpavam toda a estrutura. O valor do prejuízo ainda está sendo contabilizado, segundo o diretor administrativo Castelar Paulino Rodrigues. O Instituto de Criminalística, que funciona na parte de cima do prédio, teve seis janelas quebradas.
(Colaboração Umuarama Ilustrado)


