sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Prefeito de Araucária teria exigido R$ 500 mil para adiantar pagamento de empresa, afirma Gaeco; assista ao momento da prisão

Prefeito de Araucária teria exigido R$ 500 mil para adiantar pagamento de empresa, afirma Gaeco; assista ao momento da prisão

 

O prefeito de Araucária, município da Região Metropolitana de Curitiba, Rui Sergio Alves de Souza (PTC),  preso na manhã desta terça-feira (20), comandava um esquema de concussão na prefeitura, que é quando um agente público exige vantagem indevida para si ou para outra pessoa. A fraude foi descoberta pela Promotoria do Ministério Público de Araucária com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o prefeito Rui exigia dinheiro de empresas com créditos a receber para dar prioridade de pagamento.

“O prefeito pedia dinheiro para liberar o pagamento de contratos prestados à prefeitura; ou seja, pedia uma contrapartida para colocar o pagamento da empresa que aceitava a chantagem na frente na fila de contas a pagar. Temos de concreto o pagamento feito pessoalmente ao prefeito ainda antes dele assumir a prefeitura em julho, quando ainda era vice. Esse pagamento foi feito e há gravação disso por uma empresa que venceu um processo de licitação”, afirmou o promotor. Segundo o Gaeco, o prefeito teria exigido desta empresa R$ 500 mil, mas teria recebido até agora uma das parcelas de R$ 20 mil.

A prisão do prefeito e do ex-secretário de finanças Fabio Antonio da Rocha aconteceu na manhã desta terça-feira dentro da “Operação Fim de Feira”, desenvolvida pelo, do Ministério Público do Paraná. Rocha teve a prisão temporária decretada. “O ex-secretário cumpria as ordens ilícitas do prefeito e cuidava da parte burocrática para promover o pagamento a essas empresas que aceitavam pagar o suborno”, afirmou Batisti. Segundo o Gaeco, até o momento, há a confirmação do crime de concussão em duas empresas, mas o MP acredita que o número de empresários que sofreram estas exigência ilícitas seja maior.

A prisão preventiva do prefeito e a temporária do ex-secretário foram determinadas pelo Tribunal de Justiça do Paraná, que, a pedido do Gaeco e das Promotorias de Justiça de Araucária, também determinou o afastamento do prefeito do cargo.  Ainda como parte da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, inclusive na residência do prefeito e em gabinetes da prefeitura, num total de 11 locais.

O prefeito preso foi eleito como vice, mas passou a ocupar a chefia do Executivo porque seu companheiro de chapa renunciou por questões de saúde. Agora, com o afastamento do prefeito, o cargo deve ser assumido pelo presidente da Câmara Municipal da cidade.

Servidores

Segundo o promotor de Araucária, David de Aguiar, há ainda a investigação de denúncias de que o esquema também envolveria servidores que foram exonerados ou dispensados de cargos de comissão. “Estamos investigando denúncias de que também servidores teriam sofrido a exigência de pagar determinadas quantias para conseguirem receber as rescisões. Mas isso o MP ainda vai apurar”, afirmou o promotor.

Fonte: Banda B

 

 



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