quinta-feira, 17 setembro 2026
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Advogado coloca em dúvida se tiro que matou copeira partiu da arma de investigadora

Advogado coloca em dúvida se tiro que matou copeira partiu da arma de investigadora

Rosária morreu aos 44 anos (Arquivo familiar)
Rosária morreu aos 44 anos (Arquivo familiar)

A defesa da policial civil Kátia das Graças Belo colocou em dúvida, nesta terça-feira (3), que o tiro que matou a copeira Rosária Miranda da Silva, de 44 anos, tenha partido da arma da investigadora. Em entrevista à Banda B, o advogado Peter Amaro disse que esteve no local do crime, no Centro Cívico de Curitiba, e percebeu muitas circunstâncias que não bateriam com os depoimentos prestados à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Kátia realizou um disparo de arma de fogo da janela de sua casa após se irritar com o barulho da festa de confraternização em que Rosária estava.

“O local do crime é um estacionamento, onde são feitas festas a noite. Eu vi que não tem ângulo a janela onde a Kátia estava e a janela da vítima. Na pior das hipóteses foi uma fatalidade, mas a segunda hipótese diz que as pessoas ouviram tiros. Não sei se outra pessoa também incomodada com o barulho não tenha feito alguma coisa e estamos cometendo uma baita de uma injustiça. Um perito esteve no local e a barulheira pode ter incomodado mais pessoas”, disse o advogado.

Rosária estava internada desde o dia 23 de dezembro, data do crime, mas não resistiu aos graves ferimentos e morreu no último domingo (1). Kátia se apresentou à DHPP logo após o crime e assumiu que efetuou um disparo.

Segundo Amaro, Kátia está muito abalada com a situação e se martirizando pela morte de Rosária. “O receio dela não é pela punição, é pelo que aconteceu com a Rosária. A Kátia é uma pessoa de bem e sempre realizou excelentes trabalhos no Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes), protegendo crianças vítimas de violência e desvendando crimes. Peço a todos que aguardem, que daí sim a Justiça será feita”, comentou.

O advogado ainda elogiou a decisão da juíza Ana Carolina Ramos, que negou o pedido de prisão contra Kátia feito pela DHPP. Segundo ele, a juíza tomou uma decisão técnica baseada na colaboração de Kátia.

O crime

Atingida na cabeça por uma bala, a copeira Rosária morreu no começo da tarde deste domingo (1), em Curitiba. Ela participava de uma confraternização quando foi atingida. Na DHPP, a investigadora disse que se irritou com o barulho da festa de confraternização, que ocorria ao lado de casa. O disparo foi feito da janela do apartamento dela. A policial é lotada no Nucria e vai responder por tentativa de homicídio com dolo eventual, quando o autor não tem intenção de matar, mas assume o risco. A arma utilizada no crime foi apreendida e deve passar por uma perícia. A corregedoria da Polícia Civil foi comunicada e deve abrir uma investigação interna para apurar a conduta da policial.

Fonte: Banda B



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