
O prefeito Celso Pozzobom reuniu-se, na manhã desta sexta-feira, 27, com presidentes e representantes de todas as associações de moradores de Umuarama, no auditório do Paço Municipal. A reunião foi conduzida pelo diretor de Assistência Social, Amós Westphal, e serviu como primeiro contato entre o prefeito e os líderes comunitários. “Essa será uma prática comum nesta administração. Quero discutir com a sociedade organizada os rumos de nossa cidade. Vamos contar com o apoio e a participação ativa das associações nas questões municipais, porque o desafio é grande e batalhamos pelo bem de todos”, disse o prefeito.
Pozzobom explicou aos presidentes de bairros a situação em que assumiu a prefeitura, há pouco mais de 20 dias. “Encontramos uma realidade difícil, com verbas comprometidas, queda nas receitas e o governo federal empurrando mais responsabilidades”, afirmou, lembrando que a Prefeitura já pagou R$ 3,8 milhões em despesas vencidas da Saúde. O dinheiro dos salários do funcionalismo já foi depositado. “Temos uma conta de mais de R$ 12 milhões de contrapartidas para retomar obras paradas. Vamos priorizar os postos de saúde do San Remo (construção) e do Guarani (cobertura), bem como a cobertura da Escola Cândido Portinari, no Sonho Meu, e também recuperar os estragos causados pela chuva”, definiu.
A economia de recursos também foi destacada pelo prefeito, para fazer frente as despesas. O número de servidores com cargos em comissão foi reduzido de aproximadamente 240 na gestão passada para cerca de 50. O município vem renegociando e baixando valores de aluguéis e contratos com prestadores de serviço. “Precisamos economizar para atender demandas como a da saúde, onde temos 29.650 consultas represadas. Já ampliamos a oferta de especialistas em 25%, mas temos perdido muito dinheiro com pessoas não comparecem a consultas agendadas (33%) e não buscam exames realizados (mais de 40%)”, relatou.
Outro problema é a utilização do aterro sanitário municipal, que ainda recebe quase 70% do lixo reciclável quando deveria ser destino apenas do lixo orgânico. “Esse volume aumenta a pressão sobre o aterro e nos força a antecipar investimentos em ampliação. É para estas e outras questões que precisamos do apoio das associações, conscientizando os moradores a separar o lixo, a comparecer às consultas marcadas e apresentar suas demandas para trabalharmos em parceria”, convocou Pozzobom.
Para o trabalho conjunto entre o município e as associações funcionar adequadamente, porém, é necessário que todas as entidades estejam regularizadas. O diretor de Assistência Social, Amós Westphal, disse que a grande maioria não está com a documentação em dia. Segundo o prefeito, os líderes devem ser conhecidos na comunidade e se envolver com a igreja, a escola e o posto de saúde do bairro.





