O deputado federal Zeca Dirceu (PT-SP) é citado em inquérito autorizado pelo STF. Em nota, político diz que nunca entrou em contato com empresas investigadas pela Lava Jato

O deputado federal José Carlos Becker de Oliveira e Silva (PT-SP), o Zeca Dirceu, é suspeito de receber repasse não contabilizado de duas quantias de R$ 250 mil cada para financiar suas campanhas eleitorais nos anos de 2010 e 2014, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Os pedidos de repasse teriam sido feitos a pedido de seu pai José Dirceu.
Em nota, o deputado afirma que nunca entrou em contato as diretorias da Petrobras e/ou às empresas investigadas na Operação Lava Jato e que não há provas que liguem o parlamentar às empresas ou a qualquer tipo de ilegalidade. Ele ainda diz que todas as doações recebidas nas campanhas de 2010 e 2014 são de conhecimento público, legais, declaradas e foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. O político ainda afirma que “reforça sua confiança no Supremo Tribunal Federal e no trabalho de investigação da Polícia Federal”.
Fachin autorizou as investigações a partir do pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.
Segundo o delator Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, o dinheiro foi repassado por meio do Setor de Operações Estruturadas.
Fonte: G1


