sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Mega operação da Polícia Civil resulta na prisão de 13 integrantes de facção criminosa na região de Maringá

Mega operação da Polícia Civil resulta na prisão de 13 integrantes de facção criminosa na região de Maringá

Foto: Divulgação Polícia Civil
Foto: Divulgação Polícia Civil

Treze integrantes de uma facção criminosa que atuava em Maringá e região foram presos nesta quarta-feira (24) durante a Operação Bandeira 2. Cem policiais foram destacados para a ação contra os criminosos envolvidos em furto e roubo de veículos, porte e posse ilegal de arma e com o tráfico de drogas. Sete pessoas consideradas foragidas são procuradas pela polícia.

No cumprimento dos 21 mandados de busca e apreensão foram recolhidas facas, balança de precisão, invólucros para armazenagem de drogas e celulares que serão periciados para identificar outros envolvidos e ações da quadrilha. Cinco dos dez mandados de sequestro de bens também foram cumpridos. A ação contou com o apoio do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil.

A quadrilha é suspeita ainda de crimes como receptação, adulteração de sinal identificador de veículos e lavagem de dinheiro. Além de Maringá, três núcleos distintos da organização criminosa atuavam em Mandaguaçu, Sarandi e Marialva desde 2015.

As investigações foram conduzidas por policias da 9ª Subdivisão Policial de Maringá – em conjunto com o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) – e começaram em fevereiro deste ano após dois crimes na região. Um deles foi o assalto a uma empresa valores em Maringá, no qual foram levados cerca de R$ 300 mil. O outro foi um homicídio de em Sarandi.

Um integrante do grupo criminoso foi morto após desavenças e conflitos internos da quadrilha. Ele trabalhava como taxista na cidade de Maringá e fazia parte da organização criminosa, sendo o responsável por transportar os comparsas após o roubo de veículos, buscando-os onde estes bens ficariam escondidos.

“Na condução das investigações, percebeu-se ligação entre os crimes e com a troca de informações conseguimos identificar o modo de operação desta quadrilha. Eles roubavam e furtavam veículos e também adquiriam veículos de procedência suspeita que eram trocados por entorpecentes no Paraguai e na Bolívia”, explicou o delegado Pedro Fonta. Maconha, cocaína e outras drogas sintéticas eram distribuídas nessa região.

As investigações também mostraram a participação da quadrilha na morte de Marcelo Cruz Maiolino, que era proprietário da Academia Geração Fit, arrendada pelo líder organização criminosa, conhecido como “Dodi”. “Durante o trabalho da polícia apreendemos duas armas, cujo confronto balístico mostrou que foram usadas nessas duas mortes atribuídas à quadrilha”, explicou o delegado. Os presos estão à disposição da Justiça.

Fonte: AEN



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