Os cerca de seis mil moradores de Perobal estão à mercê de uma situação que beira o estapafúrdio. De um lado Almir de Almeida, à frente da gestão por força de liminar.
De outro Wenderson Leite Barbosa (DEM), o Nenê, vice que há meses vive a expectativa de assumir o Executivo, por conta de uma condenação por improbidade administrativa direcionada a Almir.
No meio, uma estrutura administrativa combalida, que poderia estar entregando muito mais para a população – para variar, a maior prejudicada.
E existe a dimensão judiciária. A demora para responder aos anseios dos cidadãos parece ser mais um triste e enfadonho descaso brasileiro.
A sentença por improbidade partiu da 2ª Vara Civil da comarca de Umuarama. Na decisão, Almeida, que também preside o Samu Noroeste, e o ex-prefeito Antônio Clognese Sobrinho, tiveram sancionada a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos.
Segundo a acusação da 5ª promotoria de Umuarama, ingressada em setembro de 2011, Clognese Sobrinho e Almeida admitiram servidores comissionados para o cargo de assistente educacional entre 2005 a 2006, mas os profissionais atuavam como professores, ou seja, ocupavam irregularmente cargos que exigiam concurso público.
Nenê Barbosa, do DEM, considera a situação angustiante e pra lá de constrangedora. Ele diz praticamente não ter mais acesso à estrutura administrativa e já se declara pré-candidato a prefeito.
Em fevereiro, chegou a tomar posse em solenidade na Câmara dos Vereadores, mas, de forma muito rápida, uma liminar e sucessivos pedidos de vista fizeram com que ele nunca, efetivamente, exercesse o cargo de chefe do Executivo.
“Tenho vergonha de ter feito parte dessa chapa. O povo é o maior prejudicado. Perobal não merece estar estagnada”, declara Nenê, que é dono de um restaurante e conta, no currículo político, com três mandatos de vereador (presidiu o Legislativo em três ocasiões).
Trocando em miúdos, os danos para os munícipes são praticamente irreparáveis. No próximo mês a questão volta ao foco do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e talvez, após tanta letargia, tenhamos o derradeiro capítulo.


