sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Deputado federal Sargento Fahur manda o papo reto

Deputado federal Sargento Fahur manda o papo reto

Ao longo do tempo, ele imprimiu um estilo inconfundível, uma marca registrada que reverbera, e muito. O tom polêmico e contundente o acompanha. O deputado federal Sargento Fahur (PSD) segue sua implacável batalha contra os criminosos, estejam eles em liberdade ou encarcerados.

Antes da atividade parlamentar, vivenciou com paixão a carreira de policial militar. Foram 35 anos de dedicação, os quinze últimos atuando na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam), período que rendeu uma infinidade de histórias, algumas muito populares graças a vídeos que viralizaram.

Fahur é um fenômeno das redes sociais. Ainda como candidato, tornou-se o postulante paranaense à Câmara Federal mais popular no Facebook, com milhões de curtidas. E veio a estrondosa eleição. O deputado federal mais votado no Paraná entrou para a lista dos mais votados do país, com mais de 314 mil votos válidos.

É notória sua veia afiada quando o assunto é trucidar sem trégua o universo do crime. No Twitter, por exemplo, chegou a sugerir pena de morte para ‘bandidos’. É notório também o alinhamento de diversas de suas proposições com as do presidente Jair Bolsonaro e outros aliados. Redução da maioridade penal (de 18 para 16 anos) é um tópico comum das agendas.

A Gazeta de Entre Rios conversou com o deputado e sentiu muita disposição no tocante a não desapontar o expressivo eleitorado.

Gazeta – Que balanço que o senhor faz dos primeiros meses de mandato?

Fahur – O balanço é bastante positivo. É também uma fase de aprendizagem. Apresentei três projetos que considero importantes. O primeiro com relação ao aumento das penas e diminuição dos benefícios dos presos. Tornar hediondo o crime em que invadem a residência ou o comércio da vítima armados, muitas vezes matando mesmo sem qualquer reação. Outro, o que desobriga o estado de separar presos por facções. Quando ocorrem rebeliões, o Estado acaba sendo obrigado a indenizar as famílias dos malfeitores mortos. Quem criou o motivo para estarem lá foram eles mesmos. Então são responsáveis pelo que acontece com eles lá. Esse projeto tem como finalidade diminuir a criminalidade e desestimular o jovem a cometer crimes. E também gerar menos despesas e burocracia para o Estado. Outro projeto é para tentar acabar com a audiência de custódia. Como não conseguimos acabar, pensamos em tornar a mesma uma audiência criminal. Por que só o preso tem o direito de estar em frente ao juiz em 24h? Por que não os policiais e a vítima? Espero melhorar ainda mais, adquirir experiência conhecendo as entranhas do parlamento. Tenho procurado andar com pessoas de bem e, graças a Deus, tenho encontrado muita gente de conteúdo. Com essa onda Bolsonaro, muitas pessoas boas, com muito a contribuir para a sociedade, foram eleitas.

Gazeta – Suas posições em relação a criminosos são bastante conhecidas. Na condição de parlamentar, que aspectos considera mais viáveis implementar sobre endurecer a legislação e coibir os mais variados crimes. Considera inserir prisão perpétua e/ou pena de morte na pauta algo viável, talvez a médio prazo?

Fahur – Sou francamente favorável à pena de morte para casos gravíssimos, em que as pessoas estupram e matam ou violentam jovens, crianças – principalmente. Matam para encobrir seus crimes. Esses criminosos devem ser punidos com a morte. Umuarama é um exemplo. Um degenerado, vagabundo, matou uma garota de 15 anos após estupra-la e após sete anos estava solto e matou a pequena Tabata. Se ele tivesse sido condenado à morte ou, no mínimo, à prisão perpétua, Tabata estaria entre nós, vivendo sua juventude. Talvez consigamos no sentido de endurecer essas penas, embora a cultura popular seja contrária à pena de morte. Espero que isso mude e o povo saia às ruas pedindo pena de morte para esses criminosos. E penso que políticos corruptos, que matam pessoas nas filas dos hospitais, deixam crianças sem medicamentos, enquanto desviam dinheiro e recebem propina, também merecem pena de morte ou prisão perpétua. Certos bandidos nunca mais devem voltar a viver em sociedade.

Gazeta – O senhor poderia esmiuçar um de seus projetos protocolados, o que torna hediondos, com pena aumentada, crimes cometidos no interior das casas ou comércio das vítimas?

Fahur – É bastante simples. A casa é nosso asilo inviolável. Nem autoridades podem nela entrar sem os devidos meios legais ou em flagrante. Estamos em nossa casa, descansando com nossa família, entram dois ou três degenerados, tocam o terror, assustam todo mundo, aterrorizam, isso quando não estupram ou matam membros da família. Levam nossos pertences, nosso carro, que muitas vezes incendeiam para não deixar impressões digitais. O criminoso tem que pensar mil vezes antes de entrar na casa de um pai de família. Hoje, arrombar ou tomar de assalto um carro no centro da cidade tem a mesma gravidade que entrar na casa do cidadão, que é o seu refúgio. Então nós queremos endurecer essas penas, tornar crime hediondo, pois teriam menos benefícios. Hoje, condenados a cinco, seis anos ficam poucos meses presos. Queremos acabar com isso e nos casos de outros crimes graves também tentaremos instituir esse tema, o de crime hediondo. O que acontece hoje é culpa das leis frouxas. Queremos mudar isso. Fui eleito pra isso.

Gazeta – Sua visão a respeito da redução da maioridade penal, tema recorrente em sociedades com índices preocupantes de violência.

Fahur – É uma das minhas grandes preocupações. Criminoso tem que pagar pela gravidade de seus atos e não pela idade. Temos visto muitos adolescentes, jovens matando, tirado a vida de trabalhadores, traficando, cometendo crimes graves e saindo da cadeia em poucos dias ou poucas horas. Chega dessa palhaçada.

Gazeta – Em recente visita à Assembleia Legislativa, o senhor defendeu o decreto presidencial que autoriza a posse de armas pela população. Gostaríamos que o senhor abordasse o tema a partir de dois enfoques: o uso na área rural e nos perímetros urbanos.

Fahur – Sempre defendi que o povo possa se armar, possa ter sua arma para defender sua vida, sua família e o seu patrimônio. Mas também sou a favor que se endureçam as leis para quem fizer mau uso das armas. Nesses casos, os responsáveis devem ser punidos severamente. Arma não foi feita para brigar no trânsito nem dar tiro na casa do vizinho por causa de som alto. Sou a favor do decreto presidencial. Já foi aprovado e sancionado pelo presidente que o proprietário rural e o seu capataz possam andar armados em toda a extensão da propriedade. Então chega de invasão irregular de terras, de bandido entrar e aterrorizar fazendeiros. É bala nesse povo. Também sou a favor de que o cidadão de bem possa portar uma arma em sua casa, no seu comércio, no seu carro quando for viajar. A necessidade é a violência que temos visto todos os dias. Pessoas morrendo sem chances de se defender. Mas que pelo menos sejam pessoas de bem e sem ficha suja, e que caso cometam crimes tenham o porte cassado pra sempre.

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Gazeta – O senhor foi efetivado membro titular da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado, na Câmara, em março. Como avalia a atuação da mesma em 2019 e quais são as perspectivas?

Fahur – Temos trabalhado intensamente. A comissão é presidida pelo capitão Augusto, deputado federal por São Paulo. Um homem honrado, íntegro, com quem tenho aprendido bastante. Temos outros policiais, oriundos do Rio de Janeiro, Minas Gerais e outros estados. Temos também pessoas admiradoras de forças de segurança. A comissão tem muito a oferecer, elogiando policiais que estão matando bandidos, como aquele caso da ponte Rio-Niterói, e também aprovando projetos importantes, como o que torna hediondo o caso do criminoso que atenta contra a vida do policial. Acredito que essa comissão, nessa legislatura, vai fazer a diferença e entrar para a história.

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Gazeta – Temos acompanhado diversas operações integradas nas regiões de fronteira, como é o caso da Hórus, em Guaíra e adjacências. Os resultados são expressivos. Além de manter o fôlego, em que aspectos o trabalho pode ser aperfeiçoado?

Fahur – As operações integradas nas fronteiras são de suma importância, mas elas não podem parar. Precisam ser contínuas. Pode mudar de nome, de estratégia, localização, mas não podem parar. Lembro que, quando trabalhava nas estradas, durante as grandes operações, como a Ágata, da qual fiz parte, acabava temporariamente o contrabando, o tráfico de drogas, mas ao término voltava tudo de novo. Quer dizer, precisam ser constantes. A fronteira é a principal entrada de drogas e armas, o que fortalece as facções criminosas. Com o dinheiro da venda das drogas são corrompidas autoridades e armas são compradas. Conversei sobre operações na fronteira em uma recente audiência com o ministro Sérgio Moro, inclusive com aumento de efetivo. Sou a favor de um consórcio entre as polícias do Brasil, para que outros estados enviem efetivos para ajudar o Paraná e outros estados com fronteiras por onde entram drogas e armas, que acabam prejudicando os moradores do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas. Parabéns ao ministro Sérgio Moro por essas operações. Em breve estarei visitando uma base a convite do ministro. O que pode ser aperfeiçoado é o aumento de tecnologia, de efetivo e de armamento letal pra matar bandido. Temos visto contrabandistas morrendo e é isso mesmo. Jogou o carro em cima, bala.. Durante perseguições vi cigarreiros fazendo loucuras, colocando as vidas de famílias inteiras em perigo. Furou bloqueio é bala. Tem que matar vagabundo.

Gazeta – O senhor tem empregado esforços para auxiliar a saúde do Estado, como evidencia  a emenda que permitiu o repasse de meio milhão de reais para a Santa Casa de Campo Mourão. Quais os demais focos, além da segurança – claro – do seu mandato?

Fahur – Também tenho muita preocupação com a educação. Estamos vivendo uma época de contingenciamento na área, com cortes de verbas, mas estou trabalhando junto ao Ministério da Educação para viabilizar ônibus escolares, dinheiro para as escolas e inclusive criar o campus de uma universidade técnica em Maringá. Precisamos disso.  Universidade gratuita. Saúde e educação são prioridades. Tenho recebido diversos pedidos de ônibus escolares, reformas de escolas, construção de salas de aula. Na saúde, além da Santa Casa de Campo Mourão, temos R$ 2 milhões para Maringá, R$ 1 milhão para a Uopeccan e destinações para hospitais de Umuarama e outras localidades. Verbas federais. Dinheiro do povo que retorna para o povo. Sou apenas o intermediário.

Gazeta – Na metade do ano o senhor foi enfático ao dizer, a respeito da Previdência, que jogaram o país em um abismo e a conta chegou, infelizmente, no início da gestão Bolsonaro. Cumpridos os ritos da reforma, passamos a vislumbrar, de fato, um cenário de alento?

Fahur – Fui plenamente convencido, por A mais B, que a reforma era necessária. Claro que grande parte vai perder um pouco mas é necessário, infelizmente. É o que eu disse, jogaram o Brasil em um abismo, despejaram dinheiro e a conta chegou. E é preciso ter capacidade, ter peito e seriedade para implantar projetos dessa magnitude. Projetos que muitas vezes são antipopulares, mas são necessários. Chama-se ‘cortar na carne’. Eu mesmo, como sargento da reserva, vou pagar R$ 500 a mais mensalmente com a nova Previdência. Mas pago com prazer, pois é um esforço que temos que fazer, infelizmente. A culpa não é do Bolsonaro. É dos governos desgraçados que o antecederam. Por isso votei conscientemente a favor da reforma da Previdência.

Gazeta – Conforme seu comprometimento ainda durante a campanha e levando em conta a expressiva votação em todas as regiões do estado, as visitas aos quatro cantos do Paraná têm sido constantes. Sua avaliação a respeito das demandas municipais.

Fahur – Infelizmente a grande maioria das prefeituras está com o pires na mão. Praticamente pedindo esmola aos governos estaduais e federal. Nós temos que mudar isso com as reformas tributária, fiscal, pacto federativo. Os municípios são a base, onde as pessoas vivem. Através de emendas estamos conseguindo suprir um pouco, mas com certeza é preciso muito mais. Tenho certeza de que o presidente Bolsonaro e o governador Ratinho Junior estão atentos a isso e vamos começar a mudar. A demanda dos municípios é justíssima.

Gazeta – Gestão Bolsonaro. Um panorama..

Fahur – Eu apoio. Jair Messias Bolsonaro, um homem sério, que quer e tem condições de mudar o Brasil junto com seus ministros, auxiliares e o Congresso Nacional. Nós temos como mudar. Basta querer. O povo tem que cobrar. Eu acredito no presidente Jair Messias Bolsonaro, um homem que fala verdades que doem como chicotadas. Precisamos apoia-lo. Ele sabe o que faz. O caminho é esse. Estão acostumados com mimimi, politicamente correto de outros presidentes que passavam melzinho na boca. Bolsonaro não. Sou a favor. Bolsonaro 2022.

Gazeta – Fique à vontade para  considerações que considera relevantes e que não abordamos até aqui…

Fahur – Precisamos urgentemente mudar o sistema penitenciário, onde o Estado retome o comando das cadeias e não as facções criminosas. Temos que criar mais presídios federais para separar esses líderes, sem mordomias, sem visitas íntimas, com visitas de advogados somente com filmagens, com parlatórios especiais. Sem contato direto com o preso. Chega dessa baderna, dessa sem-vergonhice de celulares, droga, o diabo a quatro. Como nós vimos em Umuarama. Até uma banana de dinamite em uma das celas. Isso é inadmissível. Temos que mudar. O preso tem que trabalhar e a família que tiver condições tem que bancar o preso, pois ele, quando está aqui fora, banca a família roubando, com dinheiro ilícito. Estou pensando em propor um projeto que puna, proíba advogados de usarem dinheiro oriundo do crime para defender vagabundos. Vagabundo rouba R$ 1 milhão e já separa R$ 300 mil para pagar advogados. Isso é inadmissível. Tem esse maluco, desgraçado que esfaqueou o Bolsonaro. Todo mundo aparece para pagar a defesa desse cara. Queremos saber de onde vem esse dinheiro.

Outra situação que me preocupa muito é essa situação de fugir do flagrante. Quando se comete crime grave contra a vida a prisão preventiva deve ser decretada na hora. A princípio tem que ficar preso, para dar uma satisfação para a sociedade, principalmente para a família da vítima. 

Com certeza a economia vai mudar. Com outras reformas que estão vindo. Tributária, fiscal, reforma política. O Brasil vai melhorar. O Brasil vai dar certo, mas tem que se cobrar do parlamento. Senadores e deputados têm que tirar o pé do chão, tal qual essa aberração do fundo partidário. É uma covardia, uma punhalada no povo. Usar dinheiro público para pagar advogado que defende político que fez cagada, que fez coisa errada. Isso é prostituto. Temos que mudar urgentemente. Tem que cobrar do parlamento, deixar de votar em pessoas que votam a favor desses projetos.

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