quarta-feira, 16 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Caso do assassinato do engenheiro Douglas Regis Junckes tem novo capítulo

Caso do assassinato do engenheiro Douglas Regis Junckes tem novo capítulo

Justiça paranaense decide nesta quinta-feira, dia 6 de fevereiro, se aceita ou não o recurso da defesa, que tenta evitar que julgamento vá a júri popular

O caso do engenheiro blumenauense Douglas Regis Junckes, morto por um vizinho dentro do próprio
apartamento, em Curitiba, em 2018, terá mais um capítulo nesta quinta-feira, dia 6 de fevereiro. O
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná vai julgar, na data, o recurso da defesa, que tenta evitar
que Antonio Humia Dorrio vá a júri popular, como havia determinado a sentença emitida pelo juiz
Daniel Surdi Avelar, titular da 2ª Vara Sumariante do Tribunal do Júri de Curitiba, em 22 de julho de
2019.
Douglas Regis Junckes foi morto a tiros, à queima roupa, em uma tarde de domingo, 21 de maio.
Apesar das provas colhidas pela perícia, que indicam a intenção de Dorrio de matar, e da ausência
total de indícios de defesa por parte de Douglas, que estava desarmado, o réu permaneceu apenas
18 dias em prisão preventiva. O motivo alegado pelo assassino foi som alto, mesmo a morte tendo
acontecido durante o dia e não havendo nenhum registro formal de reclamação quanto à barulho
junto ao condomínio. Desde então, a defesa do réu vem recorrendo de cada decisão da justiça,
enquanto a família da vítima busca um julgamento que reconheça o crime como sendo homicídio
doloso (quando se tem intenção de matar), o que levaria o caso a ser julgado pelo Tribunal do Júri.
A assistência à acusação do Ministério Público, exercida pelo advogado Eduardo de Ávila Martins,
acredita que o recurso da defesa será julgado improcedente. Segundo ele, os argumentos da defesa
de Dorrio carecem de fundamento. O advogado que representa a família de Junckes, esclarece que,
se for julgado improcedente o recurso, o processo retorna à 2ª Vara do Tribunal do Júri para, então,
como esperam familiares e amigos da vítima, ocorra o agendamento de data para o julgamento
perante os jurados do júri popular.
Caso o recurso apresentado pela defesa do réu seja exitoso, existe a possibilidade de que o acusado
seja julgado pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar), o que faria com que o caso
fosse julgado por apenas um juiz, e não pelos jurados no Tribunal do Júri. O juiz que avalia agora o
recurso pode ainda chegar à conclusão de que o acusado agiu em legítima defesa – o que também
vem sendo alegado pelos advogados de Dorrio. Neste caso, o excludente de responsabilidade levaria
à absolvição do réu pela morte de Junckes.
“O mal causado à nossa família jamais será reparado. Mas o assassinato de uma pessoa inocente,
na segurança e conforto do próprio lar, ficar impune, acaba não somente com a confiança na justiça
do nosso país, como na humanidade como um todo” afirma Rosângela Junckes, mãe da vítima. “É
esse mundo que queremos? Qualquer pessoa pode tirar a vida de outra a seu bel prazer, por motivo
fútil e não haver nenhuma consequência?”.
Quando foi morto, Douglas Regis Junckes, estava prestes a completar 36 anos. Era o filho do meio
da família Junckes, formada pelo pai Hercílio Junckes, aposentado, e pela mãe Rosangela Junckes,
do lar. Deixou ainda os irmãos Denise Storrer e Eduardo Junckes. Engenheiro elétrico, trabalhava
na empresa Nokia havia 13 anos, ocupando funções no Brasil e no exterior, e se preparava para
uma viagem de férias na Europa, na companhia de amigos. Foi morto pelo vizinho poucas horas
antes de pegar o voo.



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