quarta-feira, 16 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Agentes da PRF são presos em operação da Polícia Federal, mandado de busca foi cumprido em Umuarama

Agentes da PRF são presos em operação da Polícia Federal, mandado de busca foi cumprido em Umuarama

Eles são acusados de receber propina para permitir a passagem de caminhões carregados com cigarro contrabandeado do Paraguai.

Três policiais rodoviários federais foram presos nesta quinta-feira (5) nas operações Managers e Cem por Cento, desencadeadas pela Polícia Federal com apoio da PRF em nove cidades sul-mato-grossenses e em Umuarama (PR). Eles são acusados de receber propina para permitir a passagem de caminhões carregados com cigarro contrabandeado do Paraguai.

Campo Grande News apurou que dois policiais rodoviários federais foram presos em Naviraí, a 366 km de Campo Grande, cidade onde fica a delegacia da PF responsável pelas investigações.

O terceiro foi preso em Nova Alvorada do Sul, a 118 km da Capital. A reportagem apurou que ele se aposentou recentemente. Após as operações do ano passado de 2018 contra a Máfia do Cigarro, desconfiado que estivesse sendo investigado, ele acelerou o pedido de aposentadoria, mas não escapou da prisão. Os nomes não foram revelados.

Nas duas operações simultâneas desencadeadas hoje envolvendo 80 agentes da PF e 30 policiais rodoviários federais, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca em Campo Grande, Dourados, Juti, Naviraí, Mundo Novo, Nova Alvorada do Sul, Eldorado, Rio Brilhante e Umuarama. Já os dez mandados de prisão são cumpridos na Capital, Juti, Naviraí, Eldorado e Japorã.

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Veículo BMW apreendido em Juti durante operação da Polícia Federal. (Foto: Divulgação/PF)

De acordo com a PF, as operações têm como objetivo reprimir o contrabando de cigarros na região sul de Mato Grosso do Sul e desarticular a rede de agentes públicos que dava suporte às atividades criminosas.

As investigações revelaram que as quadrilhas movimentavam centenas de carretas de cigarro paraguaio introduzido ilegalmente no país. O produto contrabandeado era destinado a vários estados. Para garantir a passagem das cargas, a Máfia do Cigarro cooptava servidores públicos, principalmente policiais rodoviários federais, que recebiam propina para se omitir do dever funcional de repressão ao crime.

Na engrenagem do esquema criminoso, havia os gerentes, que comandavam as redes de transportadores, batedores, olheiros e faziam contato com os “garantidores” (agentes públicos cooptados).

Essa nova etapa utilizou provas emprestadas obtidas em operações policiais de repressão ao contrabando, com autorização da Justiça Federal. A PF não detalhou quais. No entanto, no ano passado, foram realizadas as operações Trunk e Teçá. Será realizada coletiva de imprensa às 10h, na Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande.

Fonte: Campo Grande News

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