O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (7) um decreto que coloca a construção civil e outras atividades no rol dos serviços públicos e atividades essenciais durante a pandemia da Covid-19.
De acordo com o decreto, para voltar a funcionar, os setores devem adaptar-se às determinações do Ministério da Saúde como o distanciamento entre funcionários, uso de máscara de proteção, oferta de álcool em gel, dentre outros.
Com isso, o novo decreto deve permitir a retomada de atividades nos setores da construção civil como são as indústrias do concreto armado, madeireiras, pisos, slump test e, até, a retomada dos canteiros de obras por todo o país.
Além da construção civil, o decreto incluiu atividades de produção, transporte e distribuição de gás natural; as indústrias químicas e petroquímicas de matérias-primas ou produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas; e atividades industriais. O decreto vai ao encontro do desejo de Bolsonaro de reaquecer a atividade econômica.
De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, apesar dos programas do governo de crédito e auxílio, para proteção da renda das pessoas por três meses, talvez a indústria não consiga se manter com essa ociosidade e baixa demanda e a economia entre em colapso antes.
“O alerta é importante. Embora haja proteção, o povo tenha o dinheiro na mão, daqui a 30 dias pode ser que comece a faltar nas prateleiras e desorganizar a produção brasileira e entrar em sistema de, não só de colapso economia, de desorganização social”, disse.
Autoridades de saúde orientam a população e os governos a adotarem as medidas de isolamento e distanciamento social como forma de prevenção à disseminação do novo coronavírus.
Como ainda não há vacina nem remédios comprovados cientificamente contra a Covid-19, a orientação visa frear a transmissão do vírus para evitar que os sistemas de saúde fiquem sobrecarregados e consigam atender todos as pessoas que venham a ficar doentes.
Por Mayk Souza (MTb 49.617)


