O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta quinta-feira (22/10), 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais dos investigados em Arapongas e Rolândia durante a Operação Thêmis, que apura organização criminosa com atuação no Poder Judiciário em Arapongas.
A investigação é conduzida pelo Núcleo de Londrina do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), em conjunto com a 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas.
No cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos impressos e eletrônicos, celulares, computadores e notebooks relacionados aos fatos investigados.
De acordo com o MPPR, foi identificada “a ocorrência de diversas práticas ilícitas que teriam sido cometidas por um magistrado, em benefício de pessoas físicas e jurídicas com as quais mantinha relação pessoal, bem como de agentes públicos a ele subordinados que também participariam do esquema”, informa.
A organização criminosa seria integrada ainda por um empresário, intermediador das negociações do grupo, com a função de disfarçar as ilicitudes dos fatos e seus autores.
Segundo a apuração, haveria, ainda, a participação de um depositário judicial ad hoc, angariando recursos ilícitos por meio do depósito judicial de veículos apreendidos em processos de alienação fiduciária em garantia. “Outras pessoas também teriam participado do grupo ou sido beneficiadas por ele, entre elas, grandes empresários e empresas de Arapongas”, revela o MPPR.
Os fatos investigados ocorreram de 2009 até meados de 2017.
O juiz investigado aposentou-se em 2019.



