sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Candidatos de Tapira são acusados de comprar votos e são investigado pelo Ministério Público

Candidatos de Tapira são acusados de comprar votos e são investigado pelo Ministério Público

Candidatos aos cargos de prefeito, vice prefeito, vereador e um cabo eleitoral são acusados de comprar material de construção em troca de votos

Um casal de Tapira (PR) denunciou um possível esquema de compra de votos que estaria acontecendo no município. Eles contam que colaram um adesivo em apoio ao candidato Luiz Wanderley Gazoto (PSL) e em meados de outubro foram abordados por um cabo eleitoral e este afirmou que se o casal apoiasse o candidato a vereador de sua legenda eles teriam algumas vantagens.

De acordo com Edivaldo, poucos dias depois desta conversa, o candidato a vereador o procurou e disse que poderia lhe ajudar a terminar a construção da casa da família que esta em andamento. Após a visita do candidato a vereador, os candidatos a prefeito e vice prefeito também estiveram na casa de Edivaldo, confirmando que iriam comprar os materiais para terminar o forro da residência, mandariam entregar metade dos itens e caso vencessem o pleito enviariam o restante do material.

Edvaldo conta que rapidamente o cabo arrancou o adesivo de Gazoto de seu carro e colaram o do candidato no muro de sua casa e poucos dias depois uma nota da casa de material de construção foi entregue para que o morador de Tapira retirasse 50m de forro, que custou por volta dos R$1.200.

A denúncia foi feita ao Ministério Público do Paraná e nas primeiras horas desta quinta-feira (12) policiais da Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) foi até a residência dos investigados realizar buscas no imóvel.

procurador Gazotto
Luiz Wanderley Gazoto é Procurador Federal

Em entrevista Gazoto conta que enviou o vídeo ao Promotor de Justiça Eleitoral de Cidade Gaúcha e levou o casal para prestar depoimento na promotoria e toda a operação realizada posteriormente a estes acontecimentos foram coordenadas pelo Ministério Púbico. O Promotor eleitoral avaliou as provas e requereu à juíza eleitoral uma busca e eventual apreensão na casa das pessoas envolvidas na denúncia.

Gazoto explicou que as investigações irão comprovar quem comprou o material que foi entregue na casa da família e caso fique comprovado que foi uma das quatro pessoas denunciadas, isso comprovaria a existência de crime eleitoral e abuso do poder econômico.

Pelo crime eleitoral, caso seja comprovado, uma ação pode ser promovida pelo promotor de justiça eleitoral da comarca junto ao mesmo órgão de Cidade Gaúcha e é possível acontecer a impugnação da candidatura, caso a decisão saia antes do pleito o candidato fica inelegível, porem se a decisão for tomada tardiamente, mesmo que o candidato vença as eleições e tome posse, acontece então a perda do mandato.



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