quarta-feira, 16 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Organização criminosa do Noroeste do Paraná é alvo do MP

Organização criminosa do Noroeste do Paraná é alvo do MP

Segundo o Ministério Público, lideranças da facção gerenciavam as atividades do grupo a partir de unidades prisionais de Paranavaí, Loanda, Porecatu e Curitiba

O Ministério Público do Paraná denunciou nesta quinta-feira (19/11), 19 pessoas pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. A denúncia, assinada pela 1ª Promotoria de Justiça de Paranavaí, decorre de apurações realizadas no âmbito da Operação Pandemia, deflagrada em setembro deste ano pelo MPPR e voltada a coibir atuação de organização criminosa com abrangência em diversos estados. Os crimes eram praticados a partir de unidades prisionais.

Entre os denunciados estão lideranças da facção que gerenciavam as atividades do grupo a partir de unidades prisionais de Paranavaí, Loanda, Porecatu e Curitiba. Também estão entre os réus familiares de integrantes da organização que auxiliavam na prática dos delitos, além de dois mototaxistas que prestavam serviços ao grupo.

Operação Pandemia

O Ministério Público do Paraná e a Polícia Militar deflagraram em 23 de setembro. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva (12 de pessoas já presas) e 16 mandados de busca e apreensão em Paranavaí, Tamboara, Maringá, Curitiba, Porecatu e Loanda. Participam da ação cerca de 90 agentes públicos de diversas unidades do estado, entre promotores de Justiça, policiais e agentes penitenciários.

As investigações são conduzidas pelas Promotorias de Justiça de Paranavaí, em parceria com o 8º Batalhão da Polícia Militar. Também contam com o apoio do 15º Batalhão da PM de Rolândia, da 3ª Companhia Independente da PM de Loanda e da Seção de Operações Especiais do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná.

Facção – Todos os presos são suspeitos de pertencerem a uma organização responsável por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e tentativa de homicídio. Parte dos crimes apurados tinha como foco promover ataques contra agentes públicos e possibilitar a entrada de drogas e celulares em unidades prisionais.

Fonte: MPPR



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