“No dia 1°, oito vereadores estavam presentes. Então, pelo Regimento Interno, havia quórum para instaurar a sessão. Nesse momento, porém, o Alcidio [Gomes] fez uma manobra com a assessoria do vereador eleito Elizeu [do Arta], indo embora sessão. Pela situação do município, o procurador orientou para que a gente cumprisse o ato e evitasse assim de deixar a cidade sem prefeito. O ex-presidente Everson Adolphatto (PSB), então, conduziu a sessão e eu, com 7 dos oito votos possíveis, fui eleito presidente da Câmara, assumindo a prefeitura no dia seguinte”, explicou Zoellner.

À frente da administração municipal por dez dias, Zoellner nomeou secretários e deu seguimento a atos de gestão.

O MDB e Elizeu do Arta, porém, entraram com nova ação judicial alegando irregularidades na sessão que elegeu a Mesa Diretora, principalmente na impossibilidade de Elizeu do Arta cumprir seu voto e participar do pleito, até mesmo como candidato se fosse seu desejo.

Os argumentos foram aceitos pelo desembargador Abraham Lincoln Calixto, do Tribunal do Justiça do Paraná (TJ-PR). No agravo, o magistrado determina “designação de nova data para eleição da Mesa Diretiva, em horário a ser definido pelo vereador mais idoso, Alicio Carvalho Gomes, assegurando-se aos novos diplomados o pleno exercício do direito a concorrerem e votarem em tal eleição”.

Sem prefeito

Sem prefeito, Agudos do Sul vive um impasse, principalmente na área da saúde. Segundo Zoellner, a cidade está praticamente sem dinheiro para o tratamento de Covid-19. “Hoje a secretária me ligou dizendo que ia comprar luva com o próprio dinheiro, senão o que os profissionais iriam fazer”, questionou.

A secretária foi nomeada do Zoellner no período de dez dias que esteve à frente da prefeitura.

Outro lado

A Banda B entrou em contato com a reeleita Luciane Teixeira, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte:  Banda B