quinta-feira, 17 setembro 2026
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Caso Tatiane Spitzner: Veja como deve ocorrer o júri popular de Luis Felipe Manvailer, em Guarapuava

Caso Tatiane Spitzner: Veja como deve ocorrer o júri popular de Luis Felipe Manvailer, em Guarapuava

Júri ocorre nesta quarta-feira (10), com protocolo de prevenção à Covid-19. Advogada foi encontrada morta após queda de 4º andar do apartamento em que morava, em julho de 2018.

O júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de ter matado a advogada Tatiane Spitzner, está previsto para começar nesta quarta-feira (10), a partir das 9h, no Fórum de Guarapuava, na região central do Paraná.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anunciou mudanças no julgamento e também a adoção de protocolos de combate à Covid-19. Veja abaixo como será a sequência da sessão e a disposição do júri.

Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 em julho de 2018, após uma queda do 4º andar do apartamento em que morava com o Manvailer.

Preso há dois anos e seis meses na Penitenciária Industrial de Guarapuava, Manvailer vai responder por homicídio qualificado – com as qualificadoras de feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia. Ele também é acusado por fraude processual.

Como será o andamento do julgamento

O julgamento deve começar com o sorteio dos membros do júri popular. 30 pessoas foram previamente selecionadas, das quais sete serão sorteadas para o conselho de sentença. Veja, mais abaixo, como eles ficarão dispostos no fórum.

Feito o sorteio, a sessão começará com as oitivas das testemunhas de defesa e também dos técnicos de acusação. A previsão é que isso aconteça por volta das 9h30.

Na sequência, será feito o interrogatório de Luis Felipe Manvailer. Após a oitiva do réu, serão abertos os debates, que terão transmissão pela internet. Neste momento, devem falar os representantes do Ministério Público do Paraná (MP-PR), acusação e defesa, e ocorrem as réplicas e tréplicas entre as partes.

Por fim, encerrados os debates, o conselho de sentença se reúnirá para votação secreta pelo veredito do caso e, então, será feita a leitura da sentença, última etapa antes do juiz apontar a sentença do réu.

Conforme o tribunal, o júri popular de Manvailer pode se estender entre dois e três dias.

 Protocolo para Covid-19 

O julgamento será restrito para as partes envolvidas no processo, por conta da pandemia. A partir do momento dos debates, a sessão terá transmissão virtual, pelo canal do YouTube do Tribunal de Justiça.

Na entrada do Fórum, todos os presentes terão a temperatura aferida por um termômetro digital. Será obrigatório também o uso de máscara durante a sessão e distanciamento de dois metros entre as pessoas.

Além das partes envolvidas, estarão presentes familiares da vítima e do réu, membros do conselho de sentença e também jornalistas. Veja como será a disposição, na imagem abaixo.

juri manvailer

 Relembre o caso 

Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 de julho de 2018. De acordo com a Polícia Militar (PM), houve um chamado informando que uma mulher teria saltado ou sido jogada de um prédio.

A polícia informou que encontrou sangue na calçada do prédio ao chegar no local. Testemunhas disseram que um homem carregou o corpo para dentro do edifício. Conforme a PM, o corpo de Tatiane estava dentro do apartamento.

 Luis Felipe Manvailer foi preso horas depois da morte da advogada, ao se envolver em um acidente na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. A cidade fica a aproximadamente 340 quilômetros de Guarapuava, onde o crime aconteceu.

Durante uma audiência de custódia, Manvailer negou que tenha matado a esposa e disse que a advogada cometeu suicídio. O acusado disse ainda que se acidentou porque a imagem de Tatiane pulando da sacada não saía da cabeça dele. Para a Polícia Civil, Manvailer tentava fugir para o Paraguai.

Em uma audiência de instrução, o acusado negou novamente que matou a advogada. Ele declarou que a família de Tatiane influenciou algumas testemunhas, que disseram na delegacia que haviam ouvido a advogada gritando durante a queda.

 Segundo Manvailer, as testemunhas mudaram o depoimento nas audiências. No mesmo dia, o acusado preferiu não responder ao questionário feito pela Justiça e a audiência foi encerrada.

Luís Felipe Manvailer, professor universitário de biologia, era casado com Tatiane desde 2013, e o casal não tinha filhos.

Divulgação: G1 Paraná

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