quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Ponte na entrada do São Cristóvão é interditada para recuperação do aterro

Ponte na entrada do São Cristóvão é interditada para recuperação do aterro

Durante as obras, os motoristas devem acessar o bairro pela outra ponte, na antiga Estrada Canelinha, que liga a saída do viaduto da PR-323 à Avenida Alexandre Ceranto

Após reforçar a estrutura da base, com uma laje de concreto e enchimento de espaços que estavam sendo erodidos pela água do córrego Pinhalzinho, a Secretaria de Obras, Planejamento Urbano, Projetos Técnicos e Habitação da Prefeitura iniciou a recuperação do aterro na ponte que dá acesso ao Jardim São Cristóvão (próximo à estação de tratamento de esgoto da Sanepar). Há algumas semanas a travessia vinha sendo realizada em meia pista, por conta do afundamento em uma das cabeceiras. Agora a interdição foi total para remoção do aterro, concretagem do fundo e preenchimento com pedra “rachão” e terra de melhor qualidade.

Durante as obras, os motoristas devem acessar o bairro pela outra ponte, na antiga Estrada Canelinha, que liga a saída do viaduto da PR-323 à Avenida Alexandre Ceranto. O aterro da ponte no sentido bairro cedeu semanas atrás em virtude das chuvas. Após um período de espera para estabilização do solo, os reparos foram iniciados pela base da estrutura. “Fizemos uma sondagem apurada e percebemos que o rio ‘roubava’ terra por baixo das fundações”, disse o secretário de Obras, Isamu Oshima.

O prefeito Celso Pozzobom recordou que um problema semelhante ocorreu no aterro do outro lado, em janeiro de 2018. “Realizamos reparos na época e a situação foi resolvida, pois não tivemos mais afundamento daquele lado. Agora o serviço é mais complexo, na base da ponte, para evitar que o problema se repita e reforçar a estrutura”, disse.

A empresa contratada pelo município escavou as fundações, preencheu os vãos na base com pedra rachão, blocos de concreto armado e concreto. “Construímos uma laje maciça unido as duas alas”, acrescentou o secretário Isamu. O nível do rio foi elevado na passagem sob a ponte e a saída agora tem uma queda d’água direcionada por bases de concreto, para evitar o efeito ‘cachoeira’, que resultaria em erosão e comprometimento da estrutura.

“Agora estamos recuperando o aterro que afundou. Ele também será escavado e reforçado com pedra rachão, para só então receber a nova capa asfáltica”, acrescentou o diretor de Obras da Prefeitura, Renato Caobianco. O serviço restabelece essa importante ligação para os moradores do São Cristóvão, operários da Sanepar e também ao Colégio Agrícola e à fazenda da UEM (Universidade Estadual de Maringá).

Pozzobom lembrou ainda que a ponte do Pinhalzinho recebe grande parte da água das chuvas captadas pelas redes pluviais da cidade e, embora não seja o modelo ideal, suportou bem todos esses anos. “Faremos os serviços necessários para que a ponte seja restaurada e continue segura, atendendo aos moradores e trabalhadores que por ali passam diariamente”, concluiu.



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