O bom ritmo da vacinação em Umuarama, que coloca a cidade em posição de destaque no Estado, reflete-se também no comparativo com o número de infectados pelo coronavírus, desde o início da pandemia. Até este dia 31, a Secretaria Municipal de Saúde havia vacinado 13.927 pessoas dos grupos prioritários definidos pelo Plano Nacional de Imunização e 2.377 já haviam recebido também a segunda dose.
O volume supera em mais de 50% o total de umuaramenses que tiveram diagnóstico positivo até a mesma data – 9.138 pacientes – e é maior mesmo que somados os casos suspeitos (1.377). Conforme a última atualização do relatório de imunização, Umuarama recebeu um total de 18.294 doses de vacinas contra a Covid-19 foram recebidas até agora – incluindo primeira e segunda dose – e 16.264 já foram aplicadas.
A diferença – entre doses recebidas e aplicadas – é atribuída às pessoas dos grupos prioritários que ainda não procuraram as unidades para receber a imunização e outros que aguardam o prazo recomendado para a segunda dose.
O primeiro caso positivo de Covid-19 foi registrado em 27 de março do ano passado e até 31 de dezembro a cidade contava com 5.354 pessoas infectadas pelo coronavírus. Nos três primeiros meses desse ano foram confirmados mais 3.784 casos, totalizando 9.138 positivados. Destes, 7.111 pacientes se recuperaram e hoje levam uma vida normal, sem descuidar das medidas preventivas para evitar novas infecções. Há ainda 1.869 pessoas com Covid-19 em isolamento domiciliar e 1.377 com suspeita, enquanto aguardam resultados de exames ou o fim do período de isolamento.
Nas últimas semanas, Umuarama tem mantido ainda uma média de 50 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva e enfermarias. Por outro lado, 125 não resistiram aos efeitos da Covid-19 e morreram – na maioria dos casos as vítimas possuíam comorbidades, como hipertensão, insuficiência respiratória ou cardíaca, diabetes, câncer em estágio avançado e outras doenças, mas algumas eram pessoas saudáveis. A lotação das alas Covid nos hospitais locais e também de leitos clínicos tem sido um problema de difícil solução.
“A vacina é nossa grande arma para superar a pandemia, aliada à prevenção, mas a liberação das doses depende das aquisições do Ministério da Saúde, repassadas a Estados e municípios. Também buscamos a compra direta por canais alternativos, como o Consórcio Paraná e a Frente Nacional dos Municípios (FNP), com a adesão de Umuarama ao consórcio nacional Conectar, que pretende negociar direto com os fabricantes de vacinas”, lembra o prefeito Celso Pozzobom. “É um grande esforço para que as doses cheguem rapidamente à população, mas a vacinação hoje depende do repasse federal”, completou.
A secretária municipal da Saúde, Cecília Cividini, reforça que como ainda devem demorar alguns meses para que a vacina chegue à maioria da população, é necessário ficar atento aos cuidados preventivos, como uso da máscara, distanciamento em filas e locais públicos, higienização constante das mãos e objetos de uso comum e principalmente evitar aglomerações. “Mesmo após receber a vacina é importante se cuidar. Ela leva algum tempo para atingir o máximo de proteção e uma pessoa vacinada pode infectar outras que ainda não tenha recebido a imunização”, encerrou.


