quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

‘Como pode uma mãe apoiar um negócio desses?’, diz pai do menino Henry após prisões

‘Como pode uma mãe apoiar um negócio desses?’, diz pai do menino Henry após prisões

Chorando muito, ele contou estar "perplexo" com o que aconteceu e acusou Monique de ter mentido.

Pai do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, Leniel Borel falou sobre as prisões da ex-esposa, Monique Medeiros da Costa e Silva, e do namorado dela, o vereador do Rio Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), ocorridas nesta quinta-feira.Chorando muito, ele contou estar “perplexo” com o que aconteceu e acusou Monique de ter mentido.

— Como pode uma mãe apoiar um negócio desses? Meu filho falou (que estava sendo agredido) e ela disse que era mentira. Como ela apoiou isso? — disse Leniel.

Em seu perfil no Instagram, horas antes de saber das prisões, ele fez uma publicação em que fala dos 30 dias passados após a morte do filho: “Henry, 30 dias desde que te dei o último abraço. Nunca vou esquecer de cada minuto do nosso último final de semana juntos. Deixar você bem, cheio de vida, com todos os sonhos e vontades de uma criança inocente”, diz um trecho da mensagem.

“Desculpe o papai por não ter feito mais, lutado mais e protegido você muito mais”, diz a mensagem. Por fim, o pai do garoto de 4 anos colocou frase de um Salmo: “Confiamos que Deus fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia”.

Leonardo Barreto, advogado que representa Leniel, afirmou que não se surpreendeu com a informação da polícia de que o padrasto era o responsável por agressões ao pequeno Henry:

— Fui a primeira pessoa a apresentar uma testemunha que corrobora com essa informação da polícia. Não foi surpresa.

O advogado diz que aguarda o laudo da perícia no corpo da criança e o resultado da reprodução simulada, feita na casa do casal, na Barra da Tijuca. Barreto afirmou que vai trabalhar ao lado dos promotores do Ministério Público como assistente de acusação.

— Farei parte da assistência da acusação. Por ora, vamos acompanhar os trabalhos da polícia e aguardar os laudos que estão sendo feitos.

Prisão em Bangu

Monique e Jairinho foram presos em Bangu, na Zona Oeste do Rio.Após um mês de investigação, a polícia concluiu que o vereador agredia o enteado, e que a mãe da criança sabia disso — pelo menos desde o dia 12 de fevereiro. De acordo com as investigações, Jairinho dava bandas, chutes e pancadas na cabeça do menino. Ele, Monique e a babá do menino teriam mentido quando disseram que a relação da família era harmoniosa. Jairinho e Monique foram encontrados na casa de uma assessora do vereador.

O laudo de necropsia aponta que o menino teve hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, e que o corpo da criança apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões. Peritos ouvidos pelo GLOBO afirmam que os ferimentos não são compatíveis com um acidente doméstico. Um alto executivo da área de saúde afirmou ter sido contactado por Jairinho para agilizar a liberação do corpo sem o encaminhamento para o Instituto Médico Legal (IML), no Centro da cidade.

Contra o casal foram cumpridos mandados de prisão temporária por 30 dias, expedidos pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da capital. A polícia monitorava a casa onde o casal estava desde a última segunda-feira. Nesta quinta-feira, os agentes descobriram que eles não dormiram na residência. Dr. Jairinho e Monique foram levados para a 16ª DAo longo das investigações, o delegado Henrique Damasceno ouviu outras 16 testemunhas no inquérito, entre familiares, vizinhos e funcionários da família. Uma ex-namorada de Jairinho relatou que ela e a filha, de 3 anos à época, sofreram agressões do parlamentar. A ex-esposa, a dentista Ana Carolina, chegou a registrar ocorrência contra ele por lesão corporal, mas dias depois desistiu.

Fonte: Extra



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