Em tempos de pandemia, uma das principais recomendações das autoridades na área de saúde é o isolamento social. Assim como o distanciamento, o uso de máscara e a higienização constante das mãos com álcool gel, esse afastamento ajudou a reduzir o contágio do coronavírus e a diminuir os números da pandemia – junto com a vacinação. Mas, por outro lado, trouxe efeitos adversos a uma faixa da população que aprecia – e necessita – do contato mais próximo com outras pessoas, especialmente da mesma faixa etária.
Para tentar ‘driblar’ esse efeito, com as atividades presenciais suspensas, a equipe do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Pessoa Idosa (SCFVI) de Umuarama precisou se reinventar. “O trabalho que eles tem realizado neste período de pandemia é online, com os idosos que conseguem se conectar, e visitas domiciliares quando necessário – com todos os cuidados de segurança exigidos pela pandemia”, disse a secretária municipal de Assistência Social, Izamara Amado de Moura.
Ela destaca a preocupação que a equipe teve de não perder o vínculo com as cerca de 150 pessoas da terceira idade atendidas pelo serviço. “As meninas mantiveram contato pelo telefone, fizeram algumas visitas e continuam tentando mantê-los ativos, mesmo que a distância. Eles estão muito ansiosos pra retornarem às atividades, pois precisam dessa convivência entre eles e com outras pessoas, o que isso deixa a saúde mental numa condição mais satisfatória”, emendou.
A previsão é que as atividades sejam retomadas entre o final setembro ou no mês de outubro, provavelmente. Até lá, o contato vem sendo mantido também através de ações esporádicas como o Dia dos Pais – que será comemorado neste domingo, 8 – um momento muito especial para a maioria dos idosos.
Para marcar a data, o SCFVI mobilizou a equipe do artesanato e foram confeccionados cerca de 20 cachecóis que foram entregues pessoalmente a cada pai que pôde ser contatado (a maioria dos frequentadores são mulheres e com alguns homens não foi possível o contato). “Entre quinta e esta sexta-feira, 6, a equipe do serviço de convivência visitou esses pais e entregou a lembrancinha, além de verificar como eles estão. Essa é uma forma de a gente manter esse vínculo fortalecido entre a equipe e o pessoal que frequenta o serviço”, completou a secretária Izamara.
O isolamento social atinge o emocional de muitos idosos, que relatam momentos de depressão, ansiedade, medo, solidão e tristeza. “Além de oferecer atenção, disponibilizamos materiais e orientações por telefone sobre atividades ocupacionais, como artesanato, e recomendamos práticas de jardinagem e outros afazeres para superar este momento”, expressou a coordenadora do SCFVI, psicóloga Débora Cristina da Mata.
A equipe é composta pela psicóloga Ane Tatila Borges, pela assistente social Sandra Valêncio e pelas cuidadoras Luciane Moreira Borges, Ângela Maria Costa La Serra e Niuslene Aparecida Tasca, além da artesã Marinês Aranha Fernandes de Souza, que orienta os idosos por telefone sobre as atividades.


