Presença frequente nos desenhos animados e conhecida como um inseto bonitinho, as joaninhas também podem ser muito úteis no combate a pragas na agricultura. Carnívoras, elas podem se alimentar de pulgões, cochonilhas e outros invasores que atacam as plantações.
A partir desse potencial das joaninhas, a prefeitura de Belo Horizonte criou uma biofábrica que cria e distribui os insetos. O principal objetivo é potencializar o controle biológico de pragas nas áreas verdes e hortas urbanas da cidade.
De acordo com Dany Silvio Amaral, coordenador do projeto e diretor de gestão ambiental da secretaria de meio ambiente de Belo Horizonte, por se alimentar dos parasitas, as joaninhas funcionam como uma alternativa ao uso de agrotóxicos e venenos, potencializando uma agricultura orgânica e agroecológica.
A motivação inicial para o projeto surgiu quando as árvores fícus da capital de Minas Gerais foram infestadas por moscas brancas. Metade dos fícus precisaram ser cortados devido a infecção entre os anos de 2013 e 2014. Começou-se a pensar em possíveis soluções para o problema.
Em 2017, uma iniciativa francesa de controle biológico de pragas em jardins com uso de joaninhas despertou o interesse de profissionais da secretaria de meio ambiente de BH.
“Pensamos que não seria muito difícil fazer a mesma coisa aqui. Era uma boa alternativa para fazer o controle biológico das moscas brancas nos fícus e também auxiliar na agricultura urbana e nas hortas comunitárias, que são muito fortes na cidade”, diz o diretor.


