quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Assembleia discute greve da Guarda Municipal de Umuarama

Assembleia discute greve da Guarda Municipal de Umuarama

Pauta apresenta negociações referente ao Plano de Carreira da categoria e sobre a realização de uma paralisação dos GMs, se houver impasse

Guardas Municipais de Umuarama participarão de uma Assembleia Extraordinária na próxima quarta-feira, 3 de março. A reunião definirá, através de discussões, junto ao Sindicato dos Servidores Públicos de Umuarama (Sispumu), sobre uma provável paralisação dos atendimentos. Detalhes sobre os pontos que serão levados à discussão não foram apresentados à imprensa, por enquanto, apenas que, além de uma eventual greve, também haverá decisões sobre alterações no Plano de Carreira da categoria. A assembleia foi convocada pela presidente do Sispumu, Lígia Strugala Bezerra, no dia 25 de fevereiro.
O comunicado aponta que o Sindicato, através de sua presidente, convoca todos os Guardas Municipais para participarem da Assembleia que acontecerá na sede do Sispumu, situada à rua José Teixeira D’Ávila 3755. A reunião começa às 17h30 e serão deliberados assuntos relacionados aos informes da categoria, além de alterações no Plano de Carreira e ainda uma possibilidade de greve dos Guardas Municipais. O documento ainda cita que outros assuntos serão tratados no mesmo encontro.

De acordo com a presidente do Sispumu, serão vários assuntos que deverão ser colocados em pauta. “São muitas alterações, o departamento jurídico está, desde o ano passado se reunindo com uma comissão e em contato direto com a Administração Municipal, porém não avanço por parte da administração. Uma das principais causas é a necessidade de ascensão na carreira”, explica a presidente.

Ainda de acordo com a presidente do Sindicato, a intenção é fazer uma negociação com o chefe do Poder Executivo, para que haja consenso nas alterações sugeridas pela categoria, caso contrário, poderá haver uma paralisação. Mesmo assim, a intenção é de que não seja paralisado como um todo. “Iremos seguir a lei, a paralisação só irá ocorrer depois de finalizadas todas as possibilidades de acordo”, reforça. Ligia ainda ressalta: “Em caso de greve, a paralisação será de um percentual do efetivo, porém temos menos de 30 guardas, muitos em trabalho administrativo, com isso uma minoria nas ruas, outros no aeroporto, então se parar o mínimo, irá fazer uma diferença grande, mas esperamos não chegar nesse ponto”, conclui, lembrando que a Guarda Municipal deve manter ao menos 20% de seu efetivo atuando normalmente em caso de greve.

30 anos de atuação no município

Recentemente o prefeito Hermes Pimentel participou de um café da manhã especial em comemoração aos 30 anos da Guarda Municipal de Umuarama (GMU). Naquela manhã, foram contatos exatos 10.958 dias que a corporação desenvolve suas atividades na cidade. A primeira turma, com 50 agentes, iniciou os trabalhos no dia 3 de fevereiro de 1992, sob o governo do prefeito Alexandre Ceranto (1934/2008), que vislumbrou criar uma corporação focada em garantir a segurança da população de uma forma mais próxima e dedicada. Nestas 3 décadas, foram realizados em média, 5 mil atendimentos por ano. Hoje o efetivo é composto por 28 agentes, sendo 6 mulheres e 22 homens

Regimento da GMU

Uma Lei Municipal Complementar sancionada em dezembro de 2006, pelo então prefeito Luiz Renato de Azevedo, Corregedoria da GMU, instituindo, regulamentando e disciplinando os serviços dos GMs na cidade.

O texto define os deveres, aponta tipificações às infrações disciplinares, regula as sanções administrativas, os procedimentos processuais correspondentes, os recursos, o comportamento e as recompensas dos referidos servidores.

Equipes da Educação Municipal também sinalizam para uma possível paralisação

escola 1 de maio
Foto: Arquivo Umuarama News

De acordo com a presidente do Sispumu, na próxima semana deverá haver a convocação dos servidores públicos na área de educação do município, para discutirem também uma provável paralisação. A pauta foi antecipada à reportagem, apontando que entre as reivindicações que serão deliberadas na reunião (que ainda não tem data definida), sobre a carga horária do professor para hora atividade, de 33.33%. “Lembro que o município garantiu 33% de hora atividade à categoria”. Ainda será discutida a correção do piso nacional dos profissionais. “Até então não houve nenhuma resposta do município”, disse Lígia se referindo às negociações que antecipadas.

Também serão debatidas possíveis soluções para o problema da falta de professores nas escolas, especificamente professores de apoio, além da necessidade da criação de medidas para controlar a contaminação da Covid-19.



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