Dois dias após abordagem viralizar nas redes sociais e mostrar um cão deitado ao lado de uma dupla de suspeitos em Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba. A final de contas, o que aconteceu? A reportagem conversou, nesta terça-feira (8), com o policial militar (PM) Maurício Brito, que explicou a ação inusitada.
Brito explica que a equipe patrulhava pela cidade que, naquele dia, se encontrava com mais pessoas do que o normal devido a festa de abertura de um supermercado na região. Diante disso, a PM intensificou o patrulhamento pelos bairros de Itaperuçu.
A dupla, segundo o entrevistado, estava em uma moto, mas com as placas danificadas. Foi por este motivo que os policiais tentaram realizar a abordagem, mas os suspeitos iniciaram uma fuga.
“No entanto, nós conseguimos abordá-los e rendê-los. Antes da abordagem, um deles jogou uma arma no chão, um revólver calibre 38. Diante do perigo iminente, nós pedimos que eles se deitassem ao chão para que pudéssemos revistá-los”, destaca.
Então, eis que o cão, melhor amigo do homem, surge em meio a ação policial. Brito diz que ele caminhava pela rua, e não ‘titubeou’ ao ir verificar o que estava acontecendo.
“Não sei se ele se compadeceu ou se foi companheirismo, só sei que ele deitou no chão ali também e colocou as ‘patinhas’ para cima, quase na mesma posição que a dupla estava”, argumentou. “Ele [cão] ficou durante todo o procedimento da revista”, completa.
Com a dupla, os policiais encontraram uma certa quantia de maconha. Pelo flagrante, portanto, os policiais levaram os suspeitos à delegacia da cidade.
Um dos suspeitos era foragido da Justiça desde 2012. Por sua vez, a moto usada pela dupla estava com as números de chassi e motor suprimidos, e foi apreendida.

Pet com passagens?
Mas, afinal, o cachorro tinha um histórico criminal? Maurício foi enfático ao usar os termos policiais mais apropriados nesta hora para responder a pergunta sobre o cão nesta abordagem em Itaperuçu.
“Após a abordagem, ele foi liberado”, disse aos risos. “Não encontramos nada de errado com ele”, ‘revela’.
O cão caramelo, então, continuou seu trajeto pela ruas de Itaperuçu. A cidade, segundo o soldado da PM, não conta com uma rede de proteção animal para a efetuação do resgate.


