Cada vez que se forma tempo de chuva com ventos em Umuarama, os moradores da Rua Amadeu Borges Melo, na altura do número 605, no Parque Daniele, perdem o sono. A preocupação é com as árvores do local. Uma está condenada, precisando ser cortada e outra com necessidade urgente de poda.
Vanderlei Aparecido Alves é morador da casa e procurou a equipe do Umuarama News para pedir ajuda. Conforme ele conta, e mostra a documentação da Prefeitura, a solicitação de corte foi feita há quatro anos, em 2018. “Em 12 de setembro completará três anos da realização da vistoria, que em 2019 confirmou a necessidade de corte da árvore e a Prefeitura não toma uma atitude”, argumenta.
Vale destacar que em uma das árvores há galhos já quebrados, aumentando o risco de caírem a qualquer momento.

O morador destaca que a queda de galhos é frequente e, mais do que prejuízos financeiros, que já aconteceram, ele teme algo pior, já que tem uma escola bem próxima do local, e o tráfego de crianças é uma rotina. “Já caíram galhos sobre a minha casa, por pouco não machucou ninguém. Caiu na minha carretinha que estava em frente à casa e também danificou o carro de um vizinho”, aponta. “Mas nossa preocupação é que aconteça uma tragédia com alguém, principalmente com as crianças da escola”, reforça. “Primeiro deixam acontecer para depois tomar providências?”, questiona Vanderlei.
No último dos incansáveis contatos que faz com a Prefeitura, Vanderlei foi informado de que estão sendo realizados os cortes solicitados em 2017. “Pelo andar da carruagem, vai pelo menos uns 10 anos ainda nessa espera”, lamenta.
Para se antecipar, os moradores já fizeram o plantio de novas mudas na calçada onde está a árvore condenada, como exige a Prefeitura em caso de cortes

O que diz a Prefeitura
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Umuarama informou, em nota, que contratou, há cerca de 45 dias, uma empresa especializada para resolver o problema de acúmulo de solicitações de podas de árvores no município. “Há pedidos protocolados desde 2017 e, como determina o Ministério Público, a ordem da execução das tarefas deve obedecer a data de entrada do pedido no sistema”, explica o secretário do Meio Ambiente, Rubens Sampaio.
Ele esclarece que o caso da solicitação do Vanderlei, feita em 2018, está na programação, porém não há ainda como dar uma data específica para sua execução.
O setor destaca também que existem atualmente mais de 4 mil solicitações de corte de árvores, só referentes aos anos de 2017, 2018 e 2019.
O secretário pede desculpas pelo transtorno, porém afirma que, com a terceirização dessas atividades, em alguns meses tudo deve ser resolvido.


