Em Altônia, atendendo a ação proposta pelo Ministério Público do Paraná, a justiça determinou que seja promovida a troca imediata do sistema de abastecimento e fornecimento de água das mulheres na carceragem da cadeia pública da cidade.
O Ministério Público verificou que a água era mantida de forma insalubre colocando em risco a saúde das detentas.
O promotor de Justiça, Bruno Figueiredo Cachoeira Dantas declarou que foi realizada uma Inspeção do Ministério Público na carceragem de Altônia, por meio da qual “detectou-se que as detentas daquela unidade não tinham à sua disposição o consumo de água saudável, pois a água armazenada em recipiente, ou seja, em caixa d’água de amianto, imprópria ao consumo humano, com a existência de possibilidades de substâncias cancerígenas”.
Ainda segundo o promotor, não havia tratamento ou filtragem da água para consumo humano. “Diante da urgência, e da própria lesão dos direitos fundamentais das detentas, o Ministério Público propôs Ação Civil e obteve decisão judicial favorável para que haja substituição imediata do sistema de tratamento de água para detentas daquela unidade”, completou.
A Justiça determinou uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.


