Na noite desta terça-feira, uma mulher foi agredida a socos no rosto, pelo esposo, após uma discussão. O fato aconteceu em Perobal.
De acordo com a equipe do 25º Batalhão da Polícia Militar, que atendeu o caso, a senhora, de 34 anos, relatou que o marido, de 28 anos, depois de agredi-la, teria ameaçado de morte, caso ela chamasse a polícia.
Ela chamou. A polícia deu voz de prisão ao agressor, encaminhando para a Delegacia, para as medidas cabíveis.
Atitude de coragem
A atitude de coragem dessa mulher precisa ser enaltecida e incentivada. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, com dados de 2020, naquele ano cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual.
O relatório revela que a cada minuto, oito mulheres são agredidas fisicamente, com tapas, socos ou chutes.
Especialistas chamam a atenção para o fato de que as mulheres ainda têm vergonha de denunciar. E o que começa com agressão verbal, que são os relatos mais frequentes, evolui para empurrões, socos etc.
Só em 2020, aproximadamente 13 milhões de brasileiras sofreram violência verbal, que muitas mulheres não consideram agressão, mas é.
É importante denunciar o agressor
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, com dados de 2020, naquele ano o Brasil registrou 3.913 homicídios de mulheres, dos quais 1.350 foram registrados como feminicídios, média de 34,5% do total de assassinatos.
“Em números absolutos, 1.350 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero, ou seja, morreram por ser mulheres”, aponta o levantamento.
Mas o fator alarmante nos números capturados é o que eles não mostram. É o percentual alto de subnotificações. “Precisamos olhar para os números oficiais como uma ponta desse iceberg, eles têm uma gravidade ainda maior”, frisa a advogada Renata Jardim, coordenadora de programas da Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos.


