Entrou em contato com a redação do Umuarama News uma senhora, que prefere não se identificar, alertando sobre um golpe de sofreu. Segundo ela, uma mulher em um Jipe branco, vendendo artigos como lençóis, colchas, panelas, entre outros, chamou no portão, apresentou os produtos, e bastante insistente, acabou a convencendo a comprar.
“Ela insistiu muito para que eu comprasse lençóis e um travesseiro. Eu fiz uma compra no valor de R$ 95, que queria pagar à vista, mas ela insistiu demais, dizendo que não subia o preço, e insistiu que eu passasse o cartão em duas vezes”, conta a vítima.
O problema começou na hora de passar o cartão. “Eu, mesmo relutante, querendo desistir da compra, aceitei e passei o cartão em uma vez apenas, no valor de R$ 95. E ela me disse que o visor estava com defeito, que a compra não tinha sido efetuada, e insistiu que passasse o cartão novamente. Eu fiquei meio desconfiada, mas ela aparentava ser uma pessoa de grande confiança, e eu mesmo confusa no momento, aceitei e passar o cartão novamente”, continua.
Dias depois, o filho foi consultar o limite do cartão e constatou o golpe. “Meu filho viu que o limite tinha sido consumido, e percebemos que ela havia passado mais R$ 1000 direto no meu cartão”, conta aborrecida.
A filha da vítima chegou a publicar um apelo em um grupo do Facebook, cogitando se tratar de um engano, mas em vez de alguém para esclarecer o fato, apareceu mais uma vítima da tal mulher. “Infelizmente percebi que havia caído num golpe”, lamenta.
A família procurou a delegacia no dia 29 de julho e registrou Boletim de Ocorrência. “Fiz o Boletim de Ocorrência aconselhada por meus filhos, mas relutante, porque eu ainda estava com medo”, relata.
A segunda vítima
A segunda vítima da mulher também prefere não se identificar. A história é bem parecida. Conforme relato da neta, sua avó, de 64 anos, moradora do bairro São Cristóvão, em Umuarama, descreveu a golpista como sendo uma mulher de pele clara, com o cabelo loiro, feito mechas, aparentemente uns 30 anos. Só não conseguiu identificar o modelo do carro.
“Ela estava passando na rua de casa, vendendo roupa de cama. Abordou a minha avó pra vender o produto, insistiu bastante e até que minha avó decidiu comprar um jogo de lençol, no valor de R$50. A moça tinha a máquina de cartão em mãos e minha avó passou o cartão, só que quando ela olhou no visor da máquina, não conseguiu ver valor, nem nada, estava escuro. Ai a mulher dizia que a máquina havia acabado a bateria, tentou passar duas vezes… depois minha vó desistiu da compra, já que, segundo a moça, a máquina ficou sem bateria”, detalha a neta da vítima.
A golpista ainda disse que passaria novamente no início do mês de agosto. O golpe foi percebido no mesmo dia. “A mulher foi embora e minha avó entrou e mais tarde percebeu que tinha chegado uma mensagem de SMS, como sempre acontece quando o cartão é usado. A mensagem dizia que ela havia passado 1000,00 as 09:49 da manhã, mesmo horário que a mulher tentou passar o cartão e minha avó se desesperou”, conta. “Nós contatamos a central de atendimento do cartão, registramos o Boletim de Ocorrência, enviamos por e-mail o B.O, e agora estamos aguardando o retorno sobre o estorno do valor”, acrescenta.
A golpista não deixou pistas, nenhum contato que a vitima pudesse procurar. Apenas o nome que consta na máquina do cartão: Wesley Michelan.
Fica o alerta: cuidado com compras no portão, de pessoas desconhecidas, que se aproveitam da ingenuidade dos idosos. Pode ser golpe e na maioria das vezes a surpresa chega com a fatura do cartão.


