Professores da rede municipal de ensino de Tapejara paralisaram as aulas na manhã desta quarta-feira (31), com exigência de que a prefeitura cumpra o determinado por lei federal e pague o piso nacional do magistrado. A categoria tem uma defasagem de 25,10%, que vem se acumulando desde 2011. Este é o terceiro dia de manifestação.
Os educadores também realizaram uma panfletagem no trajeto para a prefeitura, e se reuniram em frente ao paço municipal ao fim da caminhada. O Piso Salarial Profissional do Magistério é garantido pela Lei 11.738 de 16/07/2008.
“Desde 2011 nós professores da rede municipal estamos com perdas salariais significativas. Durante todo esse período tentamos negociar essa defasagem, mas tivemos pouco avanço e a diferença só vem aumentando. Aumentamos nossa carga de trabalho e só queremos que nosso direito seja cumprido”, explicou o professor Diogo em entrevista ao portal. Assista acima todos os detalhes da situação.
A categoria aguarda uma proposta que atenda aos anseios. “Como a última mesa de negociação não avançou, decidimos pela paralisação para buscar um caminho que seja viável. Se não a integralidade do pagamento, que venha uma proposta que atenda os anseios da categoria”, afirma o professor.
A secretária de municipal de Educação, Ana Maria, conversou com a equipe do UN e confirmou que a defasagem existe, mas explicou que o problema se arrasta desde 2011, em gestões anteriores. “Nós estamos buscando solucionar esse problema, a prova é que demos 8% de aumento no início deste ano, acima da inflação (6%)”.
O aumento concedido pelo Governo Federal para este ano à categoria dos educadores foi de 14,95%. No entanto, conforme explicou a secretária, o repasse feito pelo próprio Governo, através do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) é insuficiente, o que torna inviável o aumento integral aos professores.
Ana Maria deixou claro que nas atuais circunstâncias qualquer tipo de aumento é impossível de ser realizado antes de agosto, mas que o município continua com as portas abertas para negociações. Assista a entrevista completa com a secretária:
A paralisação afeta 1705 alunos matriculados na rede municipal, entre infantil e fundamental, e envolve os 181 educadores do município.


