Sete servidores de uma creche pública, incluindo a diretora da unidade, foram afastados das funções por suspeitas de ato discriminatório contra um aluno de apenas 3 anos. O caso foi descoberto e denunciado pela mãe da criança, que teve acesso a mensagens trocadas pelos funcionários, em um grupo de WhatsApp, onde faziam um “bolão” sobre o peso do menino.
O caso aconteceu em Nova Friburgo, na região serrana do Rio. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos. Nas mensagens, os servidores se referiram ao peso da criança como “arrobas”, unidade de medida usada para pesar bois.
Bolão e Pix
De acordo com texto da denúncia feita pela vereadora Priscila Pitta (Cidadania) e entregue ao MP, inconformadas com a prática cruel “em um ambiente que deveria garantir a segura e o bem-estar desta criança”, outras professoras denunciaram o ocorrido expondo o “print” de uma conversa em que a ganhadora do bolão passa a chave do Pix (foto acima) para receber a quantia de R$ 10 de cada participante.
Apuração dos fatos
Por meio de nota, a secretaria municipal de Educação de Nova Friburgo repudiou os fatos e informou que foi aberto um procedimento administrativo para apurar a denúncia apresentada. Segundo a pasta, a mãe do aluno está recebendo o apoio necessário. Mas a criança continua matriculada na mesma unidade. A secretaria tomou conhecimento do fato no último dia 10. Diante da repercussão do caso, o Prefeito de Nova Friburgo Johnny Maycon, que está em agenda oficial em Brasília nesta terça, 29, se manifestou nas redes sociais. Ele reforçou o afastamento preventivo das servidoras e se solidarizou com o garoto e a família.


