O vereador de Goioerê, Walter Fernandes Martins, conhecido como Tenente Martins, teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2020. Além dele, oito suplementes do DEM (Democratas) também perderam seus direitos políticos e todos estão inelegíveis por oito anos, incluindo o agora ex-vereador.
A decisão veio após denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria Eleitoral de Goioerê. O vereador foi condenado a pagar multa de R$ 53.205,00 pelos crimes eleitorais cometidos.
A denúncia do MPPR sustentou que os representados abusaram de poder econômico e atuaram diretamente na compra de votos, fazendo ofertas diversas a eleitores, como o pagamento para adesivarem carros, a distribuição de “vale-combustível”, o custeio de exames médicos, contas e viagens e até a prestação de serviços advocatícios gratuitos (oferecidos por meio da esposa do vereador e pelo procurador jurídico da Câmara de Vereadores) – anotações indicam a movimentação de pelo menos R$ 25 mil. Além de provas testemunhais e documentos, foram obtidas nas investigações registros com nomes e endereços de eleitores e valores pagos, bem como imagens de algumas das situações noticiadas.
GRANDES SOMAS
Como sustentou a Promotoria Eleitoral no processo, “A prova documental bem como aquela obtida por meio de dispositivo eletrônico […] não deixam dúvidas da operação de compra de votos realizada por aludido candidato, mormente com a realização das oitivas e conclusão das investigações ao final demonstradas. Evidente, pois, que o representado […] beneficiou-se pela compra de votos praticando condutas que caracterizaram abuso de poder econômico, conduta esta de deveras reprovabilidade dada a sua potencialidade lesiva e com capacidade de modificação do resultado do pleito. Calha mencionar, ainda, que se trata de ação que envolvia grandes somas de dinheiro, o que desconstitui qualquer alegação de apoiamento filantrópico praticado por terceiros em favor dos candidatos e correligionários ora representados, sem que estas tivessem conhecimento e assentido com a conduta”.
A sentença foi proferida nesta quinta-feira, 5 de outubro, pelo Juízo da 92ª Zonal Eleitoral de Goioerê. Cabe recurso da decisão.
17 PESSOAS INELEGÍVEIS
Além do vereador e dos oito suplentes, outras oito pessoas também perderam seus direitos políticos. No total são 17 pessoas com direitos polícitos suspensos, entre eles: Brito da Saúde (candidato a prefeito na chapa do DEM) e o ex-vereador Agilson Flausino (candidato a vice-prefeito na mesma chapa.
Veja a lista completa: Walter Fernandes Martins, Arildo Bento da Silva, Silvana Furioso dos Santos, Claudio Gomes de Oliveira, Celio Gonçalves de Oliveira, Divino Vida da Silva, Ericles Leiva da Silva, Flavio Alexandre Gobete, João Carlos Machado Lopes, João Cláudio Tozzi, Maria de Lourdes de Souza Vieira, Maurício Macedo, Ruana Gestinari, Rosana Gomes, Adilson de Brito, Agilson Flausino da Silva e André Sestak.
(com informações Goionews e MPPR)


