Influenciador fitness, empresário, educador físico, professor de química e youtuber, Renato Cariani, 47 anos, é dono de uma fortuna difícil de contabilizar. Apenas uma das empresas da qual é sócio, a Supley, maior fabricante de suplementos da América Latina, faturou R$ 830 milhões em 2022.
A projeção dos investidores era superar R$ 1 bilhão neste ano. Cariani também é sócio de outra empresa, a Anidrol, indústria química na Grande São Paulo e principal alvo da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (12/12).
A Anidrol é suspeita de desviar 12 toneladas de produtos químicos para produção de crack e cocaína. As apurações revelaram que o esquema envolvia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas para vender produtos químicos em São Paulo, por meio de “laranjas” — que faziam depósitos em espécie como se fossem funcionários de grandes multinacionais — e vítimas que figuraram como compradoras.
A PF identificou 60 transações dissimuladas e vinculadas à atuação da organização criminosa, que totalizaram em cerca de 12 toneladas de produtos químicos — fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila. A combinação corresponde a mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo.
Além disso, os envolvidos teriam usado diversas metodologias, segundo as investigações, para ocultar e dissimular a procedência ilícita dos valores recebidos, com uso de pessoas interpostas e empresas fictícias.


