Depois de quatro longos e cansativos dias o julgamento de Jean Michel Souza Barros, acusado de assassinar os sogros Antônio Soares dos Santos, Helena Marra e a esposa Jaqueline Soares, chegou ao fim às 5h50 de domingo (3), com a leitura da sentença do juiz titular Dr. Adriano Cesar Moreira. Jean foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão em regime fechado.
O triplo homicídio aconteceu em 8 de agosto de 2021, no Dia dos Pais, na residência da família, em um sobrado localizado na avenida São Paulo, nas proximidades da praça do Japão.
Ao final, a defesa de Jean, composta por seis advogados, alegou que irá pedir a anulação do julgamento, alegando falhas na acusação. Foram quatro dias de testemunhas sendo ouvidas, provas sendo revistas e contestadas, e troca de farpas entre defesa e acusação.
Além da condenação, Jean deverá pagar R$ 150 mil reais em danos morais pelas mortes de cada uma das vítimas à irmã e filha do casal, Dra. Eveline Soares, juíza em Paranavaí, totalizando R$ 450 mil, mais R$ 17.050,00 em danos materiais pelo homicídio da esposa em valores corrigidos. Eveline foi a primeira testemunha ser ouvida, e em seu depoimento ela chegou a dizer que proibiu os filhos de frequentar a casa dos avós, por medo de Jean.
Disse ainda, que dias antes de serem assassinados, a mãe, Helena Marra, havia dito que Jean ainda iria matar todos eles.
Assista o momento em que o juíz lê a sentença.
Video: Daniel Oliveira/Umuarama Ilustrado
A votação do júri ficou com o placar de 7 x 0 para condenação. Os jurados aceitaram todas as penas colocadas pela Promotoria de Justiça, bem como as qualificadoras do crime que foram: motivo fú não só aceitaram todas as penas levantadas pela Promotoria de Justiça quanto levaram em consideração todas as qualificadoras presentes nos crimes, que são: motivo fútil; mediante emprego de recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima; contra a mulher por razões da condição do sexo feminino (feminicídio); violência doméstica; e contra pessoa maior de 60 anos.
Os investigadores e um perito criminal, inquiridos no julgamento, foram esclarecendo cada passo da investigação. O superintendente da Polícia Civil, Aécio Silveira, disse que tinha certeza que Jean era o responsável pelas mortes, e que os olhos da investigação se voltaram para ele, quando as contradições começaram a aparecer durante os levantamentos realizados no dia seguinte aos fatos.
Jean foi ouvido no terceiro dia de julgamento, depois de quase três anos em silêncio absoluto. Ele se declarou inocente, disse que as provas foram plantadas e a investigação direcionada, e que tudo que estava acontecendo era um absurdo.
DEFESA VAI PEDIR ANULAÇÃO
A defesa de Jean, representada pelo advogado Dr. Adriano Bretas, informou ao fim da sentença, que irá pedir anulação do julgamento. Segundo Bretas, no último dia de júri, durante os debates, a acusação se excedeu, “causando uma série de prejuízos para o curso dos trabalhos”.
“Esse caso será julgado novamente, e nós iremos chegar ao final proclamando a absolvição (de Jean) que é a medida necessária”, afirmou Bretas. Assista a entrevista completa.
Video: Daniel Oliveira/Umuarama Ilustrado


