Um policial civil e um ex-policial foram presos, na noite desta segunda-feira (17), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, suspeitos de escoltar um traficante que transportava 300 quilos de maconha em uma Fiorino. O homem que levava a droga também foi detido pelo Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) da Polícia Militar.
De acordo com o tenente Amaral, do BPRONE, as equipes de inteligência da PM receberam informações de que um carro estaria fazendo escolta para outro veículo. Com base nisso, foi pedido o apoio da Muralha Digital de Pinhais para verificar se câmeras de monitoramento da cidade teriam flagrado essa situação.
“A gente recebeu a informação de que nessa localidade teria uma grande quantidade de drogas e que teriam veículos envolvidos no transporte desse entorpecente. Nós indagamos a GM de Pinhais, que é parceira nossa, se teriam veículos passando em situação de comboio próximos um ao outro. Foram identificados uma Fiorino e um Onix vindo juntos. Foi realizada a abordagem nos dois veículos, disse.
Quando o BPRONE fez a abordagem, identificou que dentro do Onix estavam o ex-PM, que também é ex-policial civil, e o policial civil lotado na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran). O carro seria uma viatura descaracterizada.
“No Onix nenhum ilícito foi encontrado, apenas constatado que se tratava de um veículo oficial, enquanto na Fiorino foram localizados e apreendidos mais de 300 quilos de maconha”, contou.
Segundo o tenente Amaral, caberá ao Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) investigar a relação do policial com o tráfico de drogas.
“A situação foi apresentada ao delegado e ficará a cargo da Polícia Civil a investigação desse fato, dessa relação. Possivelmente há uma suspeita de escolta”, afirmou.
A Banda B entrou em contato com a Polícia Civil que informou que “além de responder o processo criminal, o policial civil irá responder processo administrativo que pode levar à pena de demissão. O ex-servidor, que também é ex-policial militar, foi exonerado da PCPR em janeiro de 2015, após responder a processo disciplinar”.
A PC reafirmou o compromisso com a integridade institucional e o cumprimento rigoroso das leis. “A instituição atua de forma firme e transparente para punir quaisquer desvios de conduta de seus policiais, garantindo que todos os envolvidos em atividades ilícitas sejam responsabilizados conforme a legislação vigente”, concluiu.


