A operação denominada Fallen Fox foi deflagrada na manhã de terça-feira, 30/07 e visa desmantelar um esquema que somados os prejuízos estima-se um total de 3 milhões de reais atingindo vítimas de todo país em menos de um ano.
As diligências ocorreram simultaneamente nas cidades de Curitiba e Araucária, no Paraná, além de outras cidades na Bahia, Piauí e Mato Grosso do Sul.
Dos presos, dois foram autuados por posse irregular de arma de fogo e tráfico de drogas, 38 foram por mandado de prisão. Mais quatro pessoas também foram presas, duas na Bahia, uma no Piauí e outra no Mato Grosso do Sul.
Foram apreendidos também uma arma de fogo, dinheiro, cartões e eletrônicos. Além disso foram representadas medidas patrimoniais de bloqueio de bens e valores em contas bancárias e aplicações financeiras.
Como modus operandi da organização criminosa criava anúncio fraudulentos em plataformas online, nos quais falsos atendentes se passavam por funcionários de instituições financeiras. Um dos criminosos recebia R $6 mil por mês pela criação dos anúncios fraudulentos. A oferta de empréstimos com taxas de juros significativamente mais baixas que o mercado atraia as vítimas.
Segundo o delegado da PCPR Ricardo Casnova os golpistas agiam de forma meticulosa que gerava confiança na vítimas. “Utilizavam linguagem técnica bancária e ofereciam condições aparentemente vantajosas. Antes da suposta liberação do crédito, exigiam o pagamento de diversas taxas fictícias, como comprovação de renda, aumento de score de crédito, IOF e Imposto de Renda”.
Os depósitos eram feitos em contras de operadores financeiros responsáveis pela movimentação do dinheiro e repasse aos líderes da organização.
Os investigados na operação Fallen Fox responderão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.


