quarta-feira, 16 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Método inovador de combate ao mosquito da dengue será implantado em Umuarama

Método inovador de combate ao mosquito da dengue será implantado em Umuarama

Umuarama foi um dos municípios paranaenses selecionados para participar da apresentação do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) sobre a inclusão de novas ferramentas no combate à dengue.

A cidade deve receber tecnologias para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, ao lado de Apucarana, Arapongas, Cambé, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa e Toledo, abrangendo 10 regiões estratégicas no Estado.

A notícia foi anunciada na Oficina de Estratificação de Risco e Novas Tecnologias para Controle Vetorial, realizada na última semana pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) junto com o Ministério da Saúde e a Opas com o objetivo de reforçar e aprimorar as estratégias de combate à dengue no Paraná.

Participaram cerca de 100 profissionais da saúde da Sesa, além de representantes dos municípios, como a coordenadora de Vigilância em Saúde de Umuarama, Maristela de Azevedo Ribeiro, e suas respectivas regionais de saúde. O encontro buscou avaliar e implementar novas tecnologias no controle do mosquito.

Entre as inovações discutidas estão o uso do método Wolbachia, estações disseminadoras de larvicidas, borrifação residual, ovitrampas (armadilhas para monitoramento do vetor) e outras estratégias que têm se mostrado promissoras com maior impacto das epidemias de dengue.

Em Umuarama, onde as equipes da Vigilância em Saúde Ambiental já empregam algumas das estratégias sugeridas, a novidade será o método Wolbachia, que consiste na soltura de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria que evita a transmissão da dengue e das outras doenças.

Desenvolvido na Austrália, o método é usado no Brasil porque o país é um dos 11 que compõem o Programa Mundial de Mosquitos. O Paraná conta com biofábricas para produção dos mosquitos geneticamente modificados em Foz do Iguaçu e Londrina. Em 2015, o método Wolbachia começou a ser implantado como projeto-piloto em Niterói (RJ) e de acordo com o MS, o município teve redução de 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de zika nas áreas onde houve a intervenção entomológica.

De acordo com a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, as novas tecnologias são uma importante adição ao combate à doença, mas o engajamento da população continua sendo fundamental.

“As tecnologias vêm para fortalecer e otimizar nossas ações contra o mosquito, mas não podemos esquecer dos cuidados essenciais que dependem da população. A remoção de focos do mosquito nas residências e nos espaços comunitários é crucial para garantir que todo esse esforço conjunto do governo seja ainda mais eficaz”, completou.



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