O gabinete do deputado federal Filipe Barros (PL) utilizou dinheiro público para pagar uma corrida de Uber, durante visita de um assessor a uma famosa casa de striptease, em Londrina. As informações foram divulgadas pelo Portal Metrópoles, nesta quarta-feira (30). De acordo com a apuração do jornal, as corridas, realizadas durante a madrugada, foram reembolsadas pela Câmara dos Deputados com recursos da cota parlamentar.

O destino foi a Rua Recife, onde funciona o Manhattan Bar, popularmente conhecido como ‘bar do pêra’, um clube de entretenimento adulto da cidade.
Já a corrida de volta durou nove minutos, percorreu 3,7 km e também ocorreu na madrugada de 6 de março, como mostra nota fiscal. A partida, às 4h46, se deu no nº 70 da Rua Recife, endereço que coincide exatamente com o da casa de striptease. O destino final foi o mesmo hotel em que o funcionário estava hospedado.
As viagens custaram cerca de R$ 30. Mesmo assim, o regimento interno da Câmara define que os gastos reembolsados devem ser exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar, já que a cota consiste em uma verba indenizatória para os deputados custearem despesas típicas do mandato.
Dias antes, conforme divulgado pelo Metrópoles, em postagem nas redes sociais, o estabelecimento divulgou um banner que convidava os clientes para “shows inesquecíveis com lindas modelos” na virada entre 5 e 6 de março. A frase acompanhava a foto de uma mulher, em uma pose sensual, vestindo uma lingerie.

Ao Metrópoles, Bruno Cardoso Araújo informou ter se demitido e disse estar tomando providências para se desligar do gabinete “nas próximas horas”. “Assim que soube do fato — por meio da reportagem do jornal —, o deputado determinou de imediato que eu restitua o valor — o que já providenciei”, disse o assessor.
Em nota, a assessoria de Filipe Barros informou que “determinou, de imediato, a restituição dos valores e também a exoneração do servidor em questão”.
Leia a nota do deputado:
“O deputado Filipe Barros estava fora do Brasil, participando missão oficial, quando o episódio ocorreu. Por não compactuar de forma alguma com a situação, Filipe Barros determinou, de imediato, a restituição dos valores e também a exoneração do servidor em questão – que, pela gravidade dos fatos, de antemão já havia colocado seu cargo à disposição do parlamentar”.
Leia nota do chefe de gabinete:
“Comunico que, em decisão previamente informada por mim ao deputado, já estou tomando providências para me desligar de seu gabinete nas próximas horas. Na referida ocasião, estive em Londrina a trabalho. Porém, fora do horário de expediente, utilizei o aplicativo de transporte em questão e, por ato falho, acabei solicitando o reembolso — motivo pelo qual expresso minhas escusas. Saliento que o deputado não estava em Londrina naquela oportunidade — e sim cumprindo missão oficial no exterior. Assim que soube do fato, o deputado determinou de imediato que eu restitua o valor — o que já providenciei, como demonstra o comprovante anexo”.


