Cristina Neres de Sá, mãe da pequena Ayla Neres, de 3 anos, morta a tiros pelo próprio pai, Diego de Souza, falou à RICtv Londrina durante o velório da filha nesta terça-feira (24). O crime ocorreu na Zona Norte de Londrina e chocou a região.
Com a cabeça enfaixada após ter sido atingida por disparos, Cristina compartilhou detalhes sobre o dia do crime e a relação de Ayla com o pai. “Ela sempre gostou muito dele. Sempre dizia: ‘eu vou pra casa do papai’. Ficava feliz, ficava com a avó dele, sob os cuidados dela. Ele sempre me mandava mensagens dizendo como ela gostava de estar lá.”
No entanto, Cristina acredita que Diego já havia planejado o crime. “Ele abaixou o vidro do lado dela, e ela olhou pra mim e disse: ‘mamãe’. Eu respondi: ‘filha, que saudade’. Nesse momento, ele já virou e atirou. Estava tudo premeditado.”
Desolada, a mãe desabafou: “Ela foi criada para amar estar com ele. Eu ensinei minha filha a amar um monstro.”
Defesa do suspeito
Diego de Souza, preso em flagrante após confessar o crime, será representado pelo advogado Alexandre de Aquino. Ele afirmou que pedirá a liberdade do cliente e um exame de insanidade mental à Justiça.
O crime
Diego de Souza confessou ter atirado contra a filha e a ex-esposa, que tinha casamento marcado com o atual companheiro no dia do crime. Após balear a ex-esposa, ele fugiu com Ayla ferida, ainda presa à cadeirinha no carro, sem prestar socorro. O veículo foi abandonado em uma rua, onde a menina foi encontrada sem vida.
O caso segue sob investigação, e a comunidade local lamenta profundamente a tragédia.
(com informações Ric)


