Um projeto de lei que institui a Política Estadual de Apoio e Incentivo às Cidades Inteligentes – Paraná Inteligente – começou a tramitar na Assembleia Legislativa. A proposição é do deputado Alexandre Curi (PSD), que preside o Poder Legislativo estadual e detalhou a iniciativa durante palestra no Smart City Expo 2025, encontro internacional que começou nesta terça-feira (25), em Curitiba.
“O propósito é estimular que as cidades se tornem mais conectadas, eficientes e sustentáveis com a aplicação de soluções tecnológicas e inovações que melhorem a vida das pessoas”, afirmou Curi. “Cidades inteligentes são aquelas que utilizam tecnologias para melhorar a infraestrutura urbana e a prestação dos serviços públicos, que promovem a inclusão social, o desenvolvimento econômico e a responsabilidade ambiental”.

O projeto de lei, que já ganhou a adesão de diversos deputados, estimula o uso de mecanismos que permitam aos municípios avançar na aplicação de inovações tecnológicas, como o governo eletrônico, por exemplo. Também orienta sobre a criação de um sistema local de governança, planejamento e de execução da política de cidades inteligentes. A proposição propõe ainda a integração entre os gestores municipais, a sociedade, o setor privado e instituições de ensino e pesquisa.
“A nova lei que apresentamos tem o propósito de tornar as cidades paranaenses mais preparadas para os desafios contemporâneos”, afirmou Alexandre Curi. Segundo ele, a proposta abrange áreas fundamentais como a infraestrutura urbana e rural, mobilidade, meio ambiente, digitalização e participação cidadão. “Uma cidade inteligente, mais preparada, tem melhores condições de atrair investimentos, gerar emprego e renda”.
Reconhecimento
Para incentivar a adesão dos municípios à nova política, a legislação cria o Selo Cidade Inteligente Paraná, que será concedido anualmente pela Assembleia Legislativa em reconhecimento aos esforços dos municípios na implementação de boas práticas de inovação, sustentabilidade e governança digital. Serão estabelecidas quatro categorias: bronze, prata, ouro e diamante.
O texto da lei também estabelece que o Poder Legislativo deverá disponibilizar um banco de dados público com soluções e práticas para o desenvolvimento de cidades inteligentes. Este instrumento “incluirá ferramentas de discussão para permitir a troca de experiências entre usuários, objetivando a apropriação da tecnologia e a difusão de melhores práticas”.



