O caso da morte brutal de Cícero de Souza Guedes, de 57 anos, conhecido artisticamente como “Palhaço Chumbrega”, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (17). Desaparecido desde o dia 9 de maio, Cícero foi encontrado esquartejado no dia 14, em São Mateus do Sul, no sul do Paraná. O principal suspeito, seu filho Gustavo Guedes, confessou o crime à Polícia Civil e permanece preso.
A violência do caso chocou a população e expôs conflitos familiares profundos. Em entrevista ao programa Cidade Alerta Curitiba, da RICtv, duas filhas da vítima protagonizaram uma discussão ao vivo. A briga revelou o histórico de conflitos envolvendo Gustavo, que já apresentava comportamento agressivo e teria feito ameaças contra o próprio pai.
Segundo Camila Oliveira Guedes, irmã do suspeito, Gustavo foi morar com ela em Curitiba após a concessão da guarda temporária, já que a mãe não queria mais cuidar dele. No entanto, o relacionamento familiar se deteriorou com o tempo. “Ele começou a usar maconha, roubava dentro de casa e agrediu crianças na escola. Chegou a dizer que mataria meu pai”, afirmou Camila.
Durante a entrevista, Caroline Oliveira, outra irmã de Gustavo, contestou Camila sobre não ter alertado antes sobre as ameaças. Ela também revelou ter pedido medida protetiva contra o irmão devido ao comportamento agressivo, embora tenha dito que ainda queria entender os motivos do crime. “Não é questão de defender, mas quero saber por que ele fez isso”, disse Caroline.
Crime premeditado
O crime teria ocorrido após uma discussão entre pai e filho. Havia outras pessoas na casa no momento anterior ao assassinato, mas elas teriam saído, permanecendo apenas Cícero, Gustavo e duas mulheres.
De acordo com o depoimento de Gustavo à Polícia Civil, a motivação do crime seria o distanciamento familiar e não a discussão sobre dinheiro, como inicialmente suspeitado. “Eu queria um abraço, um apoio. Ele começou a me xingar, me deu uma garrafada e eu dei uma facada”, contou. Após matar o pai, Gustavo disse ter esquartejado o corpo, limpado a casa e colocado os restos mortais em três sacos de batata com pedras, que foram jogados em um rio da região.
“Ele não levantou mais e eu vi que ele estava morto. Peguei um pedaço de madeira e comecei a mexer na cabeça dele. Ai eu pensei em cortar o corpo, comecei a cortar na sala, daí sujou tudo. Fui para o banheiro, limpei tudo antes de sair de casa”, afirmou o suspeito.
Corpo foi encontrado em partes após buscas
Na tarde desta sexta-feira (17), novas informações fornecidas pelo próprio suspeito levaram a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros até dois pontos: a residência da vítima e o córrego do Rio Canoas.
No quintal da casa, bombeiros localizaram um local com terra remexida e vegetação recém-plantada. Ao escavar, encontraram parte dos restos mortais que ainda estavam desaparecidos. Em seguida, as buscas se concentraram sob uma ponte no córrego, onde foi localizada uma mochila com o último membro da vítima.
Com o resgate completo dos restos mortais, a operação de busca foi encerrada. No total, 10 bombeiros militares participaram da ação, que se estendeu por três dias consecutivos.

Investigação em andamento
O caso continua sob investigação da Polícia Civil de São Mateus do Sul. Gustavo Guedes segue preso à disposição da Justiça, e a motivação completa do crime ainda está sendo apurada. A brutalidade e a repercussão do caso levantam debates sobre saúde mental, violência familiar e abandono.
(com informaçoes RicTV, Banda B e Atento na Rede)


