quinta-feira, 17 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Homem que matou e jogou corpo de ex-mulher de precipício é condenado a 33 anos de prisão

Homem que matou e jogou corpo de ex-mulher de precipício é condenado a 33 anos de prisão

Assassinato ocorreu na frente de dois filhos da vítima, de oito e dez anos na época. Além disso, o réu foi condenado por fornecer bebida alcoólica ao menino de dez anos no mesmo dia do assassinato.

O homem acusado de assassinar Kelly de Souza Mattos, de 27 anos, foi condenado a 33 anos e 7 meses de prisão. O crime, marcado por extrema crueldade, aconteceu em março de 2024, no município de Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná. A sentença foi proferida pela Justiça após o réu ser considerado culpado por homicídio qualificado e outros crimes.

Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), Kelly foi morta por asfixia após uma discussão com o ex-companheiro por um “assunto banal”. Em seguida, o agressor lançou o corpo da vítima em uma fenda de aproximadamente três metros de profundidade, sobre um vespeiro, dificultando a localização e aumentando o sofrimento dos familiares.

O corpo só foi encontrado dias depois, em 6 de abril de 2024, após o desaparecimento ser registrado em boletim de ocorrência pela família em 2 de abril. Kelly havia sido vista pela última vez em 30 de março.

Crime foi presenciado pelos filhos

A crueldade do crime foi ainda maior pelo fato de ter ocorrido na frente de dois filhos da vítima, de oito e dez anos na época. Além disso, o réu foi condenado por fornecer bebida alcoólica ao menino de dez anos no mesmo dia do assassinato. A vítima era mãe de cinco crianças, sendo que o filho mais novo tinha apenas três anos na data do crime.

De acordo com as investigações, o assassino teria levado Kelly até o local do crime utilizando um cavalo. O casal residia na cidade de Ventania, a cerca de 55 km de onde o corpo foi localizado.

Condenação

O réu, que já estava preso preventivamente, foi considerado culpado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e fornecimento de bebida alcoólica a criança. Ele continuará detido, com início imediato do cumprimento da pena.

O caso gerou grande comoção na região, principalmente pelas circunstâncias em que foi cometido e pelo impacto nas crianças, que presenciaram a tragédia. A Justiça entendeu que os agravantes tornaram o crime ainda mais grave, culminando na pena de 33 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado.

(com informações Banda B)



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