A Polícia Civil do Paraná revelou novos e impactantes detalhes sobre a “Operação Miss”, deflagrada neste sábado (6) para esclarecer o duplo homicídio que vitimou Valdir de Brito Feitosa, 30 anos, e Bruna Zucco Segantin, 21 anos, a Miss Altônia, assassinados brutalmente em 2018.
Conforme o delegado Dr. Reginaldo Caetano, responsável pelas investigações, três pessoas participaram diretamente da execução do crime, todas já identificadas. Entre elas, está um pistoleiro contratado em Santa Catarina, considerado o principal executor, que se mudou para Altônia dias antes do assassinato, onde permaneceu com todo o suporte logístico fornecido pelo mandante. No dia da execução, ele foi acompanhado por outro executor de Pato Branco, também preso hoje. A contratação do matador de aluguel foi intermediada por um homem de Pato Branco, que segue foragido.
Segundo o delegado, o mandante, natural de Altônia, tentou resistir à prisão no apartamento onde estava escondido, em Balneário Camboriú (SC). A entrada forçada exigiu o uso de explosivos, devido à porta blindada. Ele foi detido sem feridos na ação coordenada com o TIGRE (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial).
Outro detalhe chocante revelado pela investigação foi a tatuagem feita por um dos executores, com o rosto de uma mulher em chamas, que a polícia acredita ser uma referência macabra à Miss Bruna, que teve o corpo carbonizado no crime.
A motivação do duplo homicídio foi uma disputa de território entre o tráfico de drogas e o contrabando de cigarros na região de fronteira do Paraná. Bruna não tinha qualquer envolvimento com atividades ilícitas e teria sido morta apenas por estar na companhia de Valdir, o verdadeiro alvo dos criminosos.
Apesar dos corpos terem sido encontrados carbonizados dentro de um veículo queimado, uma exumação realizada em 2019 revelou projéteis de calibre .38 em ambos, confirmando que o casal foi assassinado a tiros antes de ser queimado.
A operação, coordenada pela 16ª Delegacia Regional de Altônia, com apoio da 5ª SDP de Pato Branco, da Delegacia de Palmas e do TIGRE, resultou na prisão de quatro homens:
-
A.D.S., 39 anos, apontado como o mandante,
-
M.R.F., 44 anos,
-
P.R.K., 43 anos,
-
E.R.F., 26 anos.
A Polícia Civil segue nas buscas pelo intermediador foragido e reforça que a população pode contribuir com informações sigilosas através do 181.

