Estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), campus de Umuarama, procuraram a redação do Umuarama News para denunciar um suposto desmatamento ilegal que estaria ocorrendo dentro da própria área da instituição, mais precisamente na Fazenda Experimental, em uma zona de proteção ambiental.
Segundo os denunciantes, espécies nativas e protegidas por lei estariam sendo destruídas de forma sistemática por meio da aplicação de herbicidas e corte direto. O desmatamento estaria acontecendo na área utilizada pelo GPEIA (Grupo de Pesquisa e Extensão em Irrigação e Agrometeorologia).
Entre as árvores e plantas mencionadas estão embaúba, jequitibá, ipês amarelo, branco e roxo, aroeira, palmeira macaúba, cipó miloma, cipó cravo, cipó de São João, jatobá e jaboticaba, entre outras.
De acordo com os estudantes, uma árvore centenária de jequitibá estaria sendo podada, o que causou revolta principalmente entre alunos do curso de Engenharia Ambiental, que vêm tentando mobilizar a comunidade acadêmica e autoridades ambientais para conter os danos.
“A população acadêmica, principalmente os alunos de Engenharia Ambiental da UEM, está indignada com o que está acontecendo. Árvores como jatobá, palmeira macaúba, ipês e vários cipós nativos estão sendo destruídos”, declarou uma das estudantes que preferiu não se identificar.
O caso já foi comunicado ao Instituto Água e Terra (IAT), que após ir ao local constatou o corte de algumas plantas, e informou que a universidade será notificada oficialmente para regularizar a situação.
UEM CONTESTA DENÚNCIA
A coordenação da fazenda da UEM informou que não reconhece o caso como desmatamento e que no local não há árvores nativas. Disse também que o local em questão faz parte de uma divisa com uma outra fazenda e que as plantas leiteiras terão que ser removidas para instalação de uma cerca.
O coordenador, Valdecir Máximo da Hora, também afirmou não ter autorizado nenhum corte de plantas até o momento, e que não tem conhecimento de quem possa ter liberado a ação. Em relação ao uso de herbicidas o coordenador afirmou ter certeza de que nenhum tipo foi usado, que há apenas um técnico responsável pela utilização da substância na área e que ele não teria feito a aplicação.
“Não sabemos quem foi o responsável por cortar aquelas plantas, mas elas terão que ser cortadas para que a cerca seja construída. Nós fomos orientados pelo IAT a conseguir a autorização para fazer a limpeza da área”, reforçou.


