Após 7 anos do crime que abalou o estado do Paraná, todos os envolvidos no assassinato de Valdir de Brito Feitosa, 30 anos, e da ex-Miss Altônia Bruna Zucco de 21 anos, foram presos.
O crime brutal que aconteceu em 2018 na cidade de Altônia, no noroeste do Estado, teve seu inquérito concluído no mês de Julho deste ano, após a Polícia Civil identificar e prender quatro envolvidos nos homicídios. Contudo, ainda faltava a prisão de um dos envolvidos no crime, que não fora localizado no dia da operação.
De acordo com o delegado Dr. Reginaldo Caetano os crimes foram motivados pela disputa entre grupos que atuam no contrabando e no tráfico de drogas.
Mandante do assassinato da Miss Altônia e do amante frequentava alta sociedade em Balneário Camboriú
O principal suspeito, apontado pela polícia como sendo o mandadante do crime, foi preso em um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, no dia 07 de Julho de 2025. Ele se escondia no imóvel que continha porta blindada, na ocasião os policiais precisaram fazer o uso de explosivos para derrubar a porta. Outros três acusados foram presos em Pato Branco, sudoeste do Paraná, e em Palmas, no sul.
O último suspeito no envolvimento do duplo assassinato foi identificado como Eliezer Lopes de Almeida, ele foi apontado pelas investigações como o intermediador entre o mandante e os assassinos das vítimas.
Eliezer foi preso preventivamente no município de Pato Branco, no sudoeste do estado, no último domingo (24) enquanto visitava familiares que residem na cidade, após uma denúncia feita à Polícia Militar, informando o local que o foragido estaria.
De acordo com a PM, Eliezer precisou receber atendimento médico e ficar em observação em uma Unidade de Pronto Atendimento, por suspeita de infarto, antes de ser entregue ao Departamento Penitenciário.
A defesa de Eliezer nega seu envolvimento no crime e afirma já ter feito pedido de revogação da [prisão] preventiva.
Relembre o Caso
Valdir e Bruna foram brutalmente assassinados a tiros e tiveram seus corpos queimados na caçamba de um veículo, na área rural do município. Segundo o inquério, Valdir era suspeito de realizar o contrabando de cigarros e o mandante do crime, Diego Salvadego, 39 anos, tinha envolvimento com o tráfico de drogas. A motivação estava relacionada com a disputa de território, haja visto que o município é região de fronteira.

Foto: divulgação/redes sociais.
Conforme explicou o delegado responsável pelo caso, Dr. Reginaldo Caetano Bruna não tinha envolvimento com os crimes ou com a disputa. Ela havia sido eleita Miss Altônia em 2017 e foi morta como “queima de arquivo” por estar na companhia de Valdir e não testemunhar contra os criminosos.
Diego teria planejado o crime, contratando um pistoleiro de Santa Catarina e dado apoio financeiro para que o criminoso morasse por alguns dias na cidade até que fosse possível assassinar Valdir. Contudo, quando Valdir foi abordado pelos assassinos, Bruna estava em sua companhia e também foi executada.

No total, foram sete anos de investigação pois, segundo a polícia, importantes indícios foram destruídos pelo incêndio onde os corpos estavam, dificultando o trabalho das investigações.


