terça-feira, 9 junho 2026
UMUARAMA/PR

Com 30 dias do desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, famílias seguem sem respostas

Com 30 dias do desaparecimento de quatro homens em Icaraíma, famílias seguem sem respostas

Famílias se mobilizam nas redes sociais com recompensa por informações e mantêm esperança de encontrá-los vivos

A angústia e o silêncio que cercam o desaparecimento de três cobradores paulistas e um credor no município de Icaraíma, completam hoje (5), 30 dias. Diante da ausência de respostas e da sensação de lentidão nas investigações, as famílias continuam espalhando pelas redes sociais uma recompensa de R$ 50 mil, na tentativa de obter informações que levem ao paradeiro dos desaparecidos ou à captura dos suspeitos.

A esperança é de que a comunidade ajude a localizar Robishley Hirnani de Oliveira, 53 anos, Rafael Juliano Marascauti, 43, e Diego Henrique Afonso, 39, além do credor Alencar Gonçalves de Souza, também desaparecido. Os suspeitos do envolvimento em um crime de homicídio, segundo a polícia, são Antônio “Tonhão” Buscariollo, 66 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Buscariollo, 22 – ambos foragidos com mandado de prisão preventiva em aberto.

Os três cobradores saíram do interior paulista, das cidades de São José do Rio Preto e Olímpia, contratados por Alencar para negociar o pagamento de uma dívida. Segundo a polícia, o valor inicialmente estimado em R$ 1 milhão foi posteriormente revisado para R$ 250 mil. A negociação, que envolvia a venda de uma propriedade rural para a família Buscariollo, terminou com o desaparecimento de todos os envolvidos.

A mobilização dos familiares cresceu nas redes sociais. Uma página criada no Instagram para divulgar o caso ultrapassou 200 mil visualizações em pouco mais de uma semana. Voluntários se revezam para responder mensagens e acompanhar possíveis pistas. Segundo a esposa de um dos desaparecidos, ao menos dez pessoas trabalham diariamente na triagem das informações.

Um dos episódios recentes foi o pedido feito pela companheira de Paulo Ricardo Buscariollo para que sua imagem fosse removida de uma publicação – alegando não estar sendo procurada pela Justiça. A solicitação causou indignação entre os familiares das vítimas, que continuam buscando qualquer indício que leve à resolução do caso.

O delegado Gabriel Menezes, responsável pela investigação, comentou as críticas feitas pelas famílias, que cobram mais transparência e agilidade. “É compreensível que os familiares estejam angustiados e impacientes. No entanto, as investigações são sigilosas. Muitos trabalhos estão sendo realizados, mas não podem ser divulgados para não comprometer o andamento do inquérito”, declarou.

Apesar da dor, os familiares ainda mantêm a esperança – por menor que seja – de encontrarem os desaparecidos com vida. “Não vamos parar. Vamos seguir mexendo com essa situação até que os meninos sejam encontrados e os culpados respondam pelo que fizeram”, reforçou uma das esposas.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná, que ainda não divulgou detalhes sobre pistas concretas ou avanços nas diligências.

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