Um professor de 29 anos está sendo investigado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) de Maringá após ser denunciado por supostos abusos cometidos contra oito alunas de um colégio estadual da cidade. As denúncias, que surgiram recentemente, apontam para a ocorrência de comportamentos inapropriados dentro da sala de aula.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Karen Friedrich Nascimento, os relatos das vítimas indicam que o professor teria realizado toques considerados indevidos, além de adotar posturas de cunho malicioso. As oito alunas já prestaram depoimento à polícia, assim como o investigado, que negou todas as acusações.
Mesmo após as primeiras denúncias, o docente permaneceu exercendo suas funções normalmente na instituição de ensino. No entanto, o Nucria solicitou à Justiça a aplicação de uma medida protetiva, a fim de resguardar a integridade física e emocional das estudantes. O pedido foi acatado e terá validade inicial de 90 dias, período em que o professor está proibido de manter qualquer contato com as vítimas.
O inquérito segue em andamento e deve ser concluído nos próximos dias. O nome do colégio não foi divulgado para preservar a identidade das estudantes e garantir o sigilo das investigações.
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) deve apurar o caso, que reacende o debate sobre a importância de mecanismos eficazes de proteção a crianças e adolescentes dentro do ambiente escolar, além da necessidade de respostas rápidas por parte das autoridades para prevenir e combater casos de abuso.


