Um bebê de 14 dias foi transferido na manhã de ontem (quarta-feira, 4) do Hospital Norospar, em Umuarama, para o Hospital do Rocio, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, para realização de cirurgia cardíaca de urgência. O recém-nascido, do sexo masculino, apresentava cardiopatia congênita — má formação do coração desenvolvida durante a gestação — diagnosticada logo após o nascimento, exigindo intervenção imediata.
Devido à complexidade do caso e à impossibilidade de realizar o procedimento em Umuarama, a Secretaria de Estado da Saúde coordenou o transporte aeromédico. Inicialmente, a criança foi levada em uma aeronave de asa fixa equipada para pacientes críticos. O voo entre Umuarama e Curitiba durou cerca de 1h20, com monitoramento contínuo dos sinais vitais, garantindo segurança e estabilidade durante o trajeto.
Ao pousar no Aeroporto do Bacacheri, um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, em parceria com o Samu, realizou o transporte final até o Hospital do Rocio, levando aproximadamente dez minutos e evitando congestionamentos. Segundo o médico do Samu, Roberto Zammar, a articulação entre os dois modais de transporte é decisiva para que pacientes neonatais cheguem à “janela de oportunidade” para intervenção cirúrgica.
Atualmente, o bebê permanece internado no Hospital do Rocio, realizando exames preparatórios e recebendo acompanhamento intensivo da equipe de cardiologia pediátrica.
O caso destaca uma situação crítica adicional. Segundo a Assessoria de Comunicação do Norospar, outro recém-nascido, de apenas 9 dias, encontra-se internado no Hospital Norospar, aguardando transferência para Curitiba devido à mesma cardiopatia congênita. A equipe médica do hospital mantém monitoramento constante e organiza a logística para que a criança receba atendimento especializado com a mesma rapidez e segurança.
A sequência de casos evidencia a importância da coordenação entre hospitais regionais, transporte aéreo e equipes médicas especializadas, garantindo atendimento eficiente a recém-nascidos em estado crítico. Além disso, reforça a relevância de manter protocolos ágeis de transferência para centros de referência, aumentando as chances de sucesso em cirurgias cardíacas neonatais no Paraná.
