quarta-feira, 16 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Projeto na Alep propõe dar aos pais poder de veto sobre temas de gênero nas escolas

Projeto na Alep propõe dar aos pais poder de veto sobre temas de gênero nas escolas

Texto prevê autorização obrigatória para participação de alunos e estabelece punições a instituições que descumprirem regra

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) reacende o debate sobre os limites da atuação das escolas e o papel das famílias na formação de crianças e adolescentes. De autoria do deputado estadual Gilson de Souza (PL), a proposta pretende garantir aos pais e responsáveis o direito de impedir a participação dos filhos em atividades pedagógicas que abordem temas relacionados a gênero no ambiente escolar.

Protocolado na última segunda-feira (13), o Projeto de Lei nº 367/2026 estabelece que esse tipo de conteúdo — que inclui discussões sobre identidade de gênero, orientação sexual, diversidade e igualdade — só poderá ser desenvolvido com prévia comunicação às famílias. Além disso, a participação dos estudantes dependerá de autorização expressa, que deverá ser formalizada por escrito.

Pelo texto, a medida se aplica tanto à rede pública quanto às instituições privadas de ensino em todo o estado. Caso os responsáveis optem por vetar a participação, as escolas deverão respeitar a decisão, sob pena de sanções administrativas.

Entre as penalidades previstas estão advertência por escrito, aplicação de multa, suspensão temporária das atividades e, em casos considerados mais graves, até a cassação da autorização de funcionamento da instituição de ensino.

Na justificativa, o autor do projeto afirma que a proposta busca assegurar maior transparência nas práticas pedagógicas e reforçar o papel da família na definição dos valores repassados aos alunos. Segundo ele, o objetivo é garantir segurança jurídica e respeito às liberdades individuais, especialmente em temas considerados sensíveis.

A proposta agora segue para análise nas comissões temáticas da Alep, onde será debatida antes de eventual votação em plenário. O tema, que envolve educação, direitos das famílias e autonomia pedagógica, deve gerar discussões intensas entre parlamentares e setores da sociedade civil.

 



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